Apendicite Aguda na Gestação: Diagnóstico e Manejo

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020

Enunciado

Qual a principal causa de abdome agudo na gestante?

Alternativas

  1. A) Diverticulite aguda.
  2. B) Colecistite aguda.
  3. C) Ileite aguda.
  4. D) Apendicite aguda.

Pérola Clínica

Apendicite aguda → principal causa de abdome agudo cirúrgico na gestação.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica não obstétrica mais comum na gestação. Seu diagnóstico pode ser desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez, que mascaram os sintomas clássicos e deslocam o apêndice.

Contexto Educacional

A apendicite aguda representa a emergência cirúrgica não obstétrica mais frequente durante a gravidez, com uma incidência semelhante à da população geral, mas com maior risco de complicações se não diagnosticada e tratada precocemente. Sua importância clínica reside na potencial morbimortalidade materno-fetal associada à perfuração. O diagnóstico é desafiador devido às alterações fisiológicas e anatômicas da gestação, que podem mascarar os sintomas clássicos e deslocar o apêndice. A dor pode ser atípica, localizada em quadrantes superiores ou flancos. A ultrassonografia é o exame inicial, mas a ressonância magnética é o padrão-ouro para confirmação, evitando a exposição à radiação ionizante. O tratamento é cirúrgico, com apendicectomia, preferencialmente por laparoscopia nos dois primeiros trimestres. O manejo deve ser rápido para minimizar o risco de perfuração, que aumenta significativamente a morbimortalidade. A equipe multidisciplinar é crucial para otimizar os resultados maternos e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da apendicite aguda na gestante?

Os sintomas podem ser atípicos devido ao deslocamento do apêndice pelo útero gravídico, incluindo dor no quadrante superior direito ou flanco, náuseas e vômitos, além da dor clássica no quadrante inferior direito.

Qual o melhor método diagnóstico para apendicite em gestantes?

A ultrassonografia é a primeira linha, mas a ressonância magnética (RM) sem contraste é o exame de imagem mais preciso e seguro para confirmar o diagnóstico na gestação, especialmente quando a USG é inconclusiva.

Qual a conduta inicial para uma gestante com suspeita de apendicite aguda?

A conduta inicial envolve estabilização da paciente, analgesia, hidratação e avaliação cirúrgica imediata. O tratamento definitivo é a apendicectomia, preferencialmente por via laparoscópica no primeiro e segundo trimestres.

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