Apendicite na Gestação: Diagnóstico e Manejo Atípico

HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Paciente 27 anos, sexo feminino, gestante de 30 semanas, sem comorbidades prévias, deu entrada no Pronto Atendimento, queixando forte dor abdominal em pontada, localizada em hipocôndrio e flanco direitos há cerca de 36 horas que vinha piorando em intensidade. Relatava náuseas e inapetência, além de febre não mensurada. Sem evacuar há 2 dias, porém eliminava flatus. Negava corrimentos vaginais, sangramento ou alterações urinárias. Foi avaliada pela equipe da ginecologia, que não evidenciou alterações do ponto de vista obstétrico. Ao exame, encontrava-se em posição antálgica, frequência cardíaca 108 bpm, frequência respiratória 18 irpm, abdome globoso, fundo do útero acima da cicatriz umbilical, queixava bastante dor a palpação em região de hipocôndrio direito, com irritação peritoneal localizada nesta região, porém com sinal de Murphy negativo. Restante do exame físico sem alterações. Com base no caso acima, marque a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A obstrução intestinal é a causa mais comum de operação não obstétrica na gravidez, sendo o diagnóstico provável desta paciente.
  2. B) Conforme o útero aumenta com o passar da gravidez, empurra o apêndice para cima, provocando a rotação no sentido horário da ponta superior do apêndice, o que justifica a dor em região de hipocôndrio direito em gestantes do terceiro trimestre com apendicite aguda.
  3. C) Neste caso, exames laboratoriais e de imagem são desnecessários, devendo ser indicada a laparotomia exploradora de emergência.
  4. D) Na gestante, o tratamento preconizado para apendicite aguda é conservador com antibioticoterapia exclusiva, devido ao risco aumentado para o feto ao se realizar tratamento cirúrgico.

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