Apendicite na Gestação: Diagnóstico e Manejo Cirúrgico

Universidade do Estado do Pará - Santarém — Prova 2019

Enunciado

Paciente A. P. M., sexo feminino, 29 anos, esta na 24ª semana de gestação, deu entrada na emergência com queixa de dor abdominal intensa e mal- estar, iniciados há 12 horas. Neste momento, relata que a dor está presente em flanco direito, mas que teve início na região periumbilical, associado a quadro de náuseas e vômitos, nega diarréia. Relata que a gestação até o momento evoluiu sem complicação, recebendo acompanhamento obstétrico adequado. Ao exame físico apresenta-se com temperatura axilar de 37,9°C, pressão arterial é de 129x90 e frequência cardíaca de 102 bpm. Ao exame físico abdominal apresenta-se com ruídos intestinais diminuídos, abdome doloroso a palpação no quadrante inferior direito. A monitorizarão cardíaca fetal esta adequada. A contagem de leucócitos éde 12.000/µL². A análise de urina mostra 2 leucócitos por campo. Conforme a hipótese diagnóstica mais provável, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) a maioria dos casos de apendicite na gestação ocorrem os dois primeiros trimestres da gestação e o diagnóstico vai se tornando mais difícil ao longo da gravidez.
  2. B) devido ao risco de complicações materno-fetais, o esfriamento do processo com antibiótico e o tratamento definitivo no pós-parto imediato é a conduta mais adequada.
  3. C) a laparoscopia pode ser usada para tratamento da doença, mas a confecção de pneumoperitôneo e a punção dos trocateres devem se adaptar ao volume uterino.
  4. D) é a urgência cirúrgica não obstétrica mais frequente na mulher grávida atípica, as complicações são tão graves quanto na população geral, onde uma vez diagnosticada deve ser tratada.
  5. E) na gestação o diagnóstico é mais difícil devido o deslocamento do apêndice pelo útero gravídico e confusão pelos sintomas da gravidez.

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