FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Em relação à apendicite aguda, é correto afirmar:
Apendicite aguda: Obstrução do lúmen → ↑ muco e pressão intraluminal → isquemia e inflamação.
A fisiopatologia da apendicite aguda inicia-se com a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito ou hiperplasia linfoide. Isso leva ao acúmulo de secreções e proliferação bacteriana, elevando a pressão intraluminal e comprometendo a vascularização, culminando em inflamação e possível perfuração.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, exigindo diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o raciocínio clínico. A doença geralmente começa com uma obstrução do lúmen apendicular, que pode ser causada por fecalitos, hiperplasia linfoide, corpos estranhos ou parasitas. Após a obstrução, o muco continua a ser produzido, levando à distensão do apêndice e ao aumento da pressão intraluminal. Essa pressão compromete a drenagem linfática e venosa, resultando em edema da parede apendicular e proliferação bacteriana. A isquemia progressiva da parede pode levar à necrose, perfuração e peritonite, com risco de sepse e óbito se não tratada. Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda) e de imagem (ultrassonografia ou tomografia computadorizada). O tratamento definitivo é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A identificação precoce e a intervenção cirúrgica são essenciais para prevenir a progressão para apendicite complicada e suas morbidades associadas.
O evento inicial é a obstrução do lúmen apendicular, que pode ser causada por fecalitos, hiperplasia linfoide, corpos estranhos ou parasitas.
Não, uma ultrassonografia normal não exclui completamente o diagnóstico de apendicite aguda, especialmente em fases iniciais, devido à sua sensibilidade variável e dependência do operador.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo