ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
Em 1886, Reginald Fitz, de Boston, identificou corretamente o apêndice como a causa primária de inflamação do quadrante inferior direito. Ele cunhou o nome apendicite e recomendou tratamento cirúrgico precoce da doença. Com relação ao quadro de apendicite, analisar os itens abaixo: I. A Tomografia Computadorizada deve ser usada rotineiramente na avaliação diagnóstica dos pacientes com suspeita de apendicite. II. Acredita-se que a obstrução do lúmen seja a maior causa de apendicite aguda. Isso pode ocorrer em razão de fezes espessadas (fecalito e apendicolito), hiperplasia linfoide, matéria vegetal ou sementes, parasitas ou uma neoplasia. III. O ponto de McBurney é localizado a 1/3 da distância ao longo de uma linha traçada da espinha ilíaca antero-superior até o umbigo, local onde comumente acontece a sensibilidade aumentada nos casos de apendicite. IV. Uma contagem de leucócitos alta (>20.000/mL) sugere apendicite complicada com gangrena ou perfuração. Estão CORRETOS:
Apendicite aguda: obstrução luminal é a causa principal; ponto de McBurney é 1/3 da EIAS ao umbigo; leucocitose >20.000 sugere complicação.
A apendicite aguda é primariamente causada pela obstrução do lúmen apendicular. O ponto de McBurney é um marco anatômico importante para a dor. Leucocitose muito elevada (>20.000/mL) pode indicar uma apendicite complicada, como gangrena ou perfuração. A TC não é rotineira para todos os casos, sendo reservada para diagnósticos incertos ou em populações específicas.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, sendo crucial para residentes o domínio de seu diagnóstico e manejo. A condição resulta da obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, perfuração. Fecalitos são a causa mais frequente, mas hiperplasia linfoide e outros fatores também contribuem. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em sintomas como dor periumbilical que migra para o quadrante inferior direito, anorexia, náuseas e vômitos, além de sinais como o ponto de McBurney. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose. A ultrassonografia é o exame de imagem inicial preferido, especialmente em crianças e gestantes, enquanto a tomografia computadorizada é reservada para casos de dúvida diagnóstica. O tratamento é cirúrgico, com apendicectomia. Complicações como perfuração e formação de abscesso são mais prováveis com o atraso no diagnóstico e tratamento. Uma contagem de leucócitos acima de 20.000/mL pode indicar uma apendicite complicada. O reconhecimento precoce e a intervenção são fundamentais para um bom prognóstico.
A principal causa da apendicite aguda é a obstrução do lúmen apendicular, que pode ser provocada por fecalitos (apendicolitos), hiperplasia linfoide, corpos estranhos, parasitas ou, mais raramente, neoplasias.
O ponto de McBurney localiza-se a aproximadamente um terço da distância da espinha ilíaca anterossuperior direita até o umbigo. É um local comum de sensibilidade aumentada à palpação em casos de apendicite aguda.
A Tomografia Computadorizada é indicada principalmente em casos de diagnóstico incerto, quando a apresentação clínica é atípica ou outros exames (como ultrassonografia) não são conclusivos. Não é considerada rotineira para todos os pacientes.
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