UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Um paciente jovem de 17 anos, com quadro clínico de dor em fossa ilíaca direita (Blumberg positivo) há 18h, associada a vômitos e queda do estado geral, qual dos sinais/sintomas abaixo é mais importante quando se deseja estabelecer o diagnóstico de apendicite aguda:
Anorexia é o sintoma mais comum e consistente na apendicite aguda, presente em >90% dos casos.
Embora a dor em fossa ilíaca direita seja o sintoma cardinal, a anorexia é um achado quase universal na apendicite aguda, sendo um forte indicador diagnóstico, muitas vezes precedendo outros sintomas gastrointestinais.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, especialmente em pacientes jovens. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves, como perfuração e peritonite. A apresentação clínica pode ser variável, mas a compreensão dos sinais e sintomas mais consistentes é fundamental para o residente. A fisiopatologia da apendicite aguda geralmente envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando a proliferação bacteriana, inflamação e isquemia. Embora a dor abdominal, que tipicamente migra da região periumbilical para a fossa ilíaca direita, seja o sintoma mais conhecido, a anorexia é um achado quase ubíquo, presente em mais de 90% dos casos. Sua presença, juntamente com náuseas e vômitos, deve levantar forte suspeita. A febre, por outro lado, tende a ser um sinal mais tardio e menos específico. O manejo da apendicite aguda é primariamente cirúrgico (apendicectomia). O diagnóstico é clínico, mas exames complementares como ultrassonografia ou tomografia computadorizada podem ser úteis em casos atípicos ou para descartar outros diagnósticos diferenciais. A avaliação cuidadosa dos sintomas, especialmente a anorexia, e dos sinais ao exame físico, como o Blumberg positivo, são pilares para uma conduta rápida e eficaz, minimizando a morbidade associada à doença.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo.
A anorexia é um sintoma quase universal na apendicite aguda, presente em mais de 90% dos pacientes, e sua ausência deve levantar dúvidas sobre o diagnóstico, tornando-a um forte indicador.
A Escala de Alvarado utiliza critérios clínicos e laboratoriais (dor migratória, anorexia, náuseas/vômitos, dor em FID, descompressão brusca, febre, leucocitose, desvio à esquerda) para estratificar o risco de apendicite, auxiliando na decisão diagnóstica e terapêutica.
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