Apendicite Aguda: Diagnóstico por Imagem e Conduta

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Um homem de dezoito anos de idade procurou assistência médica porque, na noite anterior, havia iniciado um quadro de dor epigástrica, que, no dia do atendimento, pela manhã, estava localizada na fossa ilíaca direita. O exame físico não apontava sinais de sepse, e seu abdome apresentava defesa na fossa ilíaca direita. Não havia leucocitose no hemograma.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o melhor exame de imagem para definição de conduta nesse caso.

Alternativas

  1. A) radiografia simples de abdome 
  2. B) radiografia contrastada de abdome
  3. C) ultrassonografia de abdome
  4. D) tomografia computadorizada de abdome
  5. E) ressonância nuclear magnética de abdome

Pérola Clínica

Dor abdominal migratória para FID + defesa, mesmo sem leucocitose, sugere apendicite → TC de abdome é o melhor exame.

Resumo-Chave

O quadro clássico de dor abdominal migratória (epigástrica para fossa ilíaca direita) com defesa abdominal é altamente sugestivo de apendicite aguda, mesmo na ausência de leucocitose (que pode estar ausente em até 20% dos casos). A tomografia computadorizada de abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e guiar a conduta, especialmente em casos atípicos ou duvidosos.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adolescentes e adultos jovens. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal que se inicia na região periumbilical ou epigástrica e migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de náuseas, vômitos e anorexia. Ao exame físico, é comum encontrar dor à palpação e defesa muscular na FID, como descrito no caso. Embora a leucocitose seja um achado frequente, sua ausência não descarta o diagnóstico de apendicite, especialmente nas fases iniciais da doença. Nesses casos, a avaliação por imagem torna-se ainda mais crucial. A ultrassonografia pode ser útil, especialmente em crianças e mulheres grávidas, mas sua acurácia é operador-dependente e pode ser limitada pela presença de gás intestinal ou obesidade. A tomografia computadorizada (TC) de abdome é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de apendicite aguda devido à sua alta sensibilidade e especificidade. Ela permite visualizar diretamente o apêndice inflamado (com espessamento da parede, dilatação e presença de apendicolito), identificar complicações como perfuração ou abscesso, e excluir outras condições que mimetizam a apendicite. Portanto, em um cenário de alta suspeita clínica e exames laboratoriais inconclusivos, a TC é a melhor escolha para definir a conduta.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da apendicite aguda?

A apendicite aguda tipicamente começa com dor periumbilical ou epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. O exame físico revela dor e defesa na fossa ilíaca direita.

Por que a tomografia computadorizada é o melhor exame de imagem para apendicite?

A TC de abdome oferece alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de apendicite aguda, permitindo visualizar o apêndice inflamado, identificar complicações (como perfuração ou abscesso) e excluir outros diagnósticos diferenciais.

A ausência de leucocitose no hemograma exclui o diagnóstico de apendicite aguda?

Não, a ausência de leucocitose não exclui apendicite aguda. Embora a leucocitose seja comum, ela pode estar ausente em até 20% dos pacientes, especialmente nas fases iniciais da inflamação. A clínica e outros exames são cruciais.

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