HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Cláudio 34 anos, chega ao Pronto Socorro e refere que pela manhã começou uma "dor esquisita no meio da barriga". Logo após apresentou enjôo e um episódio de vômito alimentar. Refere que no começo da tarde a dor foi piorando e naquele momento estava mais forte e se concentrara na parte inferior do abdômen, do lado direito, e a acompanhante se queixava que o mesmo não se alimentou durante o dia todo. Baseado nesta história qual o quadro clínico mais provável:
Dor periumbilical → FID + Anorexia/Náuseas/Vômitos = Apendicite aguda.
A apendicite aguda tipicamente se manifesta com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos. Essa migração da dor é um achado clássico e altamente sugestivo da condição, refletindo a inflamação do apêndice.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de dor abdominal aguda que requer intervenção cirúrgica. É uma inflamação do apêndice vermiforme, geralmente causada pela obstrução do lúmen apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou, menos frequentemente, parasitas ou tumores. A incidência é maior em adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como perfuração e peritonite. O quadro clínico clássico da apendicite aguda inicia-se com dor periumbilical ou epigástrica, de caráter visceral e difuso, acompanhada de anorexia, náuseas e, por vezes, vômitos. Em poucas horas, a dor migra para a fossa ilíaca direita (FID), tornando-se mais localizada e intensa, devido à irritação do peritônio parietal. Ao exame físico, observa-se sensibilidade à palpação na FID (ponto de McBurney), dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg) e, em alguns casos, sinais de irritação peritoneal como os sinais de Rovsing, Psoas e Obturador. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, através da apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de dor abdominal aguda, como gastroenterite, adenite mesentérica, diverticulite de Meckel, doença inflamatória pélvica e cisto ovariano torcido. A história clínica detalhada e o exame físico são os pilares do diagnóstico, complementados por exames laboratoriais e de imagem (ultrassonografia ou tomografia computadorizada).
Os sintomas iniciais da apendicite aguda geralmente incluem dor periumbilical ou epigástrica, anorexia, náuseas e, por vezes, vômitos. A dor é inicialmente visceral e difusa.
A dor da apendicite aguda tipicamente migra da região periumbilical para a fossa ilíaca direita (FID) em poucas horas, tornando-se mais localizada e intensa. Essa migração ocorre quando a inflamação atinge o peritônio parietal.
Além da dor migratória, outros sinais incluem febre baixa, sensibilidade à palpação na FID (ponto de McBurney), dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg), e sinais de irritação peritoneal como os sinais de Rovsing, Psoas e Obturador.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo