Apendicite Aguda: Sinais e Sintomas Clássicos para Diagnóstico

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

Cláudio 34 anos, chega ao Pronto Socorro e refere que pela manhã começou uma "dor esquisita no meio da barriga". Logo após apresentou enjôo e um episódio de vômito alimentar. Refere que no começo da tarde a dor foi piorando e naquele momento estava mais forte e se concentrara na parte inferior do abdômen, do lado direito, e a acompanhante se queixava que o mesmo não se alimentou durante o dia todo. Baseado nesta história qual o quadro clínico mais provável:

Alternativas

  1. A) Úlcera perfurada.
  2. B) Pancreatite aguda.
  3. C) Apendicite aguda.
  4. D) Gastroenterocolite aguda.
  5. E) Isquemia mesentérica.

Pérola Clínica

Dor periumbilical → FID + Anorexia/Náuseas/Vômitos = Apendicite aguda.

Resumo-Chave

A apendicite aguda tipicamente se manifesta com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos. Essa migração da dor é um achado clássico e altamente sugestivo da condição, refletindo a inflamação do apêndice.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de dor abdominal aguda que requer intervenção cirúrgica. É uma inflamação do apêndice vermiforme, geralmente causada pela obstrução do lúmen apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou, menos frequentemente, parasitas ou tumores. A incidência é maior em adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como perfuração e peritonite. O quadro clínico clássico da apendicite aguda inicia-se com dor periumbilical ou epigástrica, de caráter visceral e difuso, acompanhada de anorexia, náuseas e, por vezes, vômitos. Em poucas horas, a dor migra para a fossa ilíaca direita (FID), tornando-se mais localizada e intensa, devido à irritação do peritônio parietal. Ao exame físico, observa-se sensibilidade à palpação na FID (ponto de McBurney), dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg) e, em alguns casos, sinais de irritação peritoneal como os sinais de Rovsing, Psoas e Obturador. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, através da apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de dor abdominal aguda, como gastroenterite, adenite mesentérica, diverticulite de Meckel, doença inflamatória pélvica e cisto ovariano torcido. A história clínica detalhada e o exame físico são os pilares do diagnóstico, complementados por exames laboratoriais e de imagem (ultrassonografia ou tomografia computadorizada).

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas iniciais da apendicite aguda?

Os sintomas iniciais da apendicite aguda geralmente incluem dor periumbilical ou epigástrica, anorexia, náuseas e, por vezes, vômitos. A dor é inicialmente visceral e difusa.

Como a dor da apendicite aguda evolui?

A dor da apendicite aguda tipicamente migra da região periumbilical para a fossa ilíaca direita (FID) em poucas horas, tornando-se mais localizada e intensa. Essa migração ocorre quando a inflamação atinge o peritônio parietal.

Quais outros sinais podem sugerir apendicite aguda?

Além da dor migratória, outros sinais incluem febre baixa, sensibilidade à palpação na FID (ponto de McBurney), dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg), e sinais de irritação peritoneal como os sinais de Rovsing, Psoas e Obturador.

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