UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Paciente de 18 anos de idade, sexo masculino, dá entrada no PS referindo dor abdominal há 2 dias, com início em região epigástrica e migração para fossa ilíaca direita, no ponto de McBurney, associado a náuseas e à anorexia. No exame físico, sinal de Blumberg presente.Com base no caso relatado, assinale a alternativa incorreta.
Apendicite aguda: diagnóstico clínico é chave; TC não é padrão-ouro universal, USG é preferível em jovens.
Embora a tomografia computadorizada seja altamente sensível para apendicite, o diagnóstico é primariamente clínico. Em pacientes jovens e magros, a ultrassonografia é frequentemente o exame de imagem de primeira linha para evitar radiação, e o padrão-ouro é a histopatologia após apendicectomia.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em uma história detalhada e exame físico. A apresentação clássica, com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), anorexia, náuseas e vômitos, ocorre em cerca de 50-60% dos casos. A presença de sinais de irritação peritoneal, como o sinal de Blumberg (descompressão brusca dolorosa), reforça a suspeita. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, levando à inflamação, isquemia e, se não tratada, perfuração e peritonite. A peritonite fibrinopurulenta é uma complicação comum da apendicite avançada. A dor à rotação interna da coxa (sinal do obturador) ou à extensão da coxa (sinal do psoas) pode indicar uma localização pélvica ou retrocecal do apêndice, respectivamente. Embora a tomografia computadorizada (TC) seja um exame de imagem de alta acurácia para apendicite, ela não é considerada o "padrão-ouro" universal para o diagnóstico, especialmente em pacientes jovens, devido à exposição à radiação. A ultrassonografia é frequentemente a primeira escolha em crianças e mulheres em idade fértil. O diagnóstico definitivo de apendicite é histopatológico, após a apendicectomia. A alternativa D está incorreta porque, embora a TC seja muito útil, o diagnóstico é primariamente clínico e o padrão-ouro é histopatológico.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo também são comuns.
A ultrassonografia é um exame de imagem de primeira linha, especialmente em crianças e mulheres jovens, devido à ausência de radiação. Pode identificar apêndice inflamado, líquido livre e apendicolitos, mas sua sensibilidade é operador-dependente.
A TC é indicada quando o diagnóstico clínico é incerto ou a ultrassonografia é inconclusiva. É altamente sensível e específica, mas envolve radiação, sendo usada com cautela em pacientes jovens.
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