INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
Adulto jovem de 17 anos apresenta dor em fossa ilíaca direita de início há seis horas. Ele relata que a dor se iniciou em região epigástrica, mas que migrou para a fossa ilíaca direita. Ele nega náuseas e vômitos, mas diz que seu apetite diminuiu. Ao exame físico, o paciente está afebril (Tax 36,8 ºC), eucárdico e normotenso. O exame do abdome demonstra dor em fossa ilíaca direita com descompressão dolorosa positiva. Exames laboratoriais evidenciaram 12.000 leucócitos com 90% de neutrófilos. Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta é:
Dor migratória (epigástrio → FID) + Blumberg + leucocitose = Apendicite aguda → Internar e cirurgia.
O quadro clínico clássico de apendicite aguda, com dor epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, descompressão dolorosa positiva e leucocitose com neutrofilia, é suficiente para o diagnóstico e indicação cirúrgica, especialmente em pacientes jovens. A indisponibilidade de exames de imagem não deve atrasar a conduta.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adultos jovens. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico. A apresentação clássica envolve dor periumbilical ou epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita (FID), anorexia, náuseas e vômitos. Ao exame físico, a dor à palpação e a descompressão dolorosa (sinal de Blumberg) na FID são achados importantes. Exames laboratoriais frequentemente revelam leucocitose com desvio à esquerda (neutrofilia), corroborando o processo inflamatório. Embora exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada possam auxiliar no diagnóstico, especialmente em casos atípicos, um quadro clínico altamente sugestivo, como o descrito, é suficiente para indicar a intervenção cirúrgica. A conduta para apendicite aguda é a apendicectomia. A demora no tratamento aumenta significativamente o risco de perfuração do apêndice, peritonite e sepse, elevando a morbimortalidade. Portanto, em um paciente com alta probabilidade clínica de apendicite, a exploração cirúrgica imediata é a conduta mais apropriada, mesmo na indisponibilidade de exames de imagem, para evitar complicações graves.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical ou epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo.
A migração da dor é um sinal cardinal. Inicialmente, a dor é visceral e difusa (periumbilical/epigástrica) devido à distensão do apêndice. Com a progressão da inflamação, a dor se torna somática e localizada na fossa ilíaca direita, indicando irritação do peritônio parietal.
A apendicectomia (aberta ou laparoscópica) é o tratamento definitivo e é indicada assim que o diagnóstico de apendicite aguda é estabelecido, para prevenir complicações como perfuração, peritonite e formação de abscesso.
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