UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Mulher de 23 anos, com dor abdominal inicialmente difusa que, após 6 horas, irradiou para FID, acompanhada de vômitos e inapetência. Exame físico: dor localizada em FID, com descompressão brusca positiva localizada no ponto de McBurney.Baseando-se na hipótese diagnóstica, o antibiótico deve ser iniciado
Apendicite aguda: profilaxia antibiótica deve ser iniciada na indicação cirúrgica, antes da incisão.
A profilaxia antibiótica em casos de apendicite aguda deve ser administrada no momento da indicação cirúrgica, idealmente 30 a 60 minutos antes da incisão da pele, para garantir níveis teciduais adequados do fármaco e reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme. Afeta predominantemente jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. O diagnóstico é clínico, baseado na história (dor periumbilical migratória para FID, anorexia, náuseas, vômitos) e exame físico (dor em FID, descompressão brusca positiva, ponto de McBurney). Exames complementares como ultrassonografia ou tomografia podem auxiliar, mas não devem atrasar a conduta. O tratamento definitivo da apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A profilaxia antibiótica é um componente essencial do manejo perioperatório, visando reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico e outras complicações infecciosas. A administração do antibiótico deve ocorrer no momento da indicação cirúrgica, idealmente entre 30 a 60 minutos antes da incisão da pele, para que o fármaco atinja concentrações terapêuticas nos tecidos no momento da contaminação bacteriana. A escolha do antibiótico deve cobrir a flora entérica, incluindo bactérias gram-negativas e anaeróbios. Mesmo em casos de apendicite não complicada, a profilaxia é recomendada. Em apendicite perfurada ou com abscesso, a antibioticoterapia terapêutica é estendida no pós-operatório. O manejo adequado da apendicite, incluindo o timing correto da profilaxia antibiótica, é crucial para otimizar os resultados cirúrgicos e a recuperação do paciente.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Ao exame físico, há dor à palpação em FID e sinal de descompressão brusca positiva no ponto de McBurney.
O objetivo é reduzir a carga bacteriana no campo operatório e prevenir infecções do sítio cirúrgico, tanto superficiais quanto profundas, minimizando complicações pós-operatórias e melhorando a recuperação do paciente.
Geralmente, são utilizados antibióticos de amplo espectro que cobrem bactérias gram-negativas e anaeróbios, como cefoxitina, cefazolina com metronidazol, ou ampicilina-sulbactam, dependendo do protocolo institucional.
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