HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Paciente masculino, 82 anos, dá entrada no pronto-socorro com história de dor abdominal há 12 horas, difusa, porém mais intensa em fossa ilíaca direita. Refere hipertensão arterial e diabetes, em uso regular de losartana e metformina. Solicitada tomografia, que sugeriu apêndice com paredes espessadas, líquido em fossa ilíaca direita e pelve. Assinale, dentre as alternativas abaixo, a conduta mais adequada para esse paciente:
Apendicite em idoso: apresentação atípica, alta taxa de complicação; videolaparoscopia é conduta padrão.
Em idosos, a apendicite pode ter apresentação atípica e maior risco de complicação. A apendicectomia videolaparoscópica é a conduta padrão ouro, mesmo com achados tomográficos de líquido, pois permite diagnóstico definitivo e tratamento minimamente invasivo.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, mas sua apresentação em pacientes idosos pode ser desafiadora. Nesses pacientes, os sintomas clássicos podem ser atenuados ou atípicos, levando a um atraso no diagnóstico e, consequentemente, a uma maior taxa de complicações, como perfuração e formação de abscesso. A dor pode ser menos localizada e a resposta inflamatória sistêmica pode ser menos pronunciada. O diagnóstico em idosos frequentemente requer exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada do abdome e pelve o método de escolha. Ela pode confirmar o diagnóstico de apendicite, avaliar a presença de complicações (como líquido livre ou abscesso) e excluir outras condições que mimetizam a apendicite. Achados como apêndice espessado e líquido em fossa ilíaca direita são sugestivos de apendicite aguda. A conduta para apendicite aguda em idosos é predominantemente cirúrgica. A apendicectomia videolaparoscópica é considerada o padrão ouro, oferecendo vantagens como menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, o que é particularmente benéfico para pacientes idosos com comorbidades. Mesmo na presença de líquido ou sinais de inflamação local, a abordagem cirúrgica é preferível para remover o apêndice inflamado e prevenir complicações maiores.
Em idosos, a apendicite pode ter uma apresentação atípica, com dor abdominal menos intensa e difusa, febre baixa ou ausente, e leucocitose menos proeminente, o que pode atrasar o diagnóstico.
A apendicectomia videolaparoscópica é a conduta de escolha para a apendicite aguda em idosos, pois é um procedimento minimamente invasivo, com menor tempo de recuperação e menor taxa de complicações.
A tomografia computadorizada é fundamental no diagnóstico da apendicite em idosos, especialmente devido à apresentação atípica, e pode identificar sinais de inflamação, perfuração ou abscesso, guiando a conduta.
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