SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Um rapaz de 18 anos vai ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal há 6 dias, associada a náuseas e inapetência, desde o início do quadro. Refere febre, mas não mediu. Diz que a dor se iniciou em região de mesogástrio e agora se localiza basicamente em fossa ilíaca direita. Seu estado geral é bom. É feita a hipótese de apendicite aguda, com provável abscesso. É correto afirmar:
Apendicite com abscesso bloqueado → TC abdome/pelve, drenagem percutânea + ATB, apendicectomia intervalada.
Em casos de apendicite aguda com mais de 72 horas de evolução e suspeita de abscesso periapendicular bloqueado, a tomografia de abdome e pelve é essencial para confirmar o diagnóstico e guiar a conduta. O tratamento inicial pode envolver drenagem percutânea do abscesso e antibioticoterapia, com a apendicectomia programada para um segundo momento (apendicectomia intervalada), especialmente se o paciente estiver clinicamente estável.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, resultando da obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, hiperplasia linfoide ou corpo estranho. A obstrução leva à proliferação bacteriana, inflamação, isquemia e, se não tratada, perfuração e formação de abscesso ou peritonite. A apresentação clínica clássica envolve dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre. A importância de um diagnóstico precoce e preciso é fundamental para evitar complicações graves. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, mas exames de imagem, como a ultrassonografia e, principalmente, a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve, são cruciais para confirmar a hipótese, especialmente em casos atípicos ou quando há suspeita de complicações. A TC é superior na detecção de abscesso periapendicular, plastrão e outras condições que podem mimetizar a apendicite. A presença de um abscesso bloqueado, como no caso apresentado, modifica significativamente a abordagem terapêutica. A conduta para apendicite aguda varia conforme a apresentação. Embora a apendicectomia de urgência seja o tratamento padrão para apendicite não complicada, em casos de apendicite complicada com abscesso periapendicular bloqueado, a abordagem inicial pode ser conservadora. Isso inclui antibioticoterapia e, se o abscesso for grande e acessível, drenagem percutânea guiada por imagem. A apendicectomia é então programada para um momento posterior (apendicectomia intervalada), geralmente 6 a 8 semanas após a resolução do quadro agudo, para evitar a cirurgia em um campo inflamatório e potencialmente contaminado, reduzindo morbidade.
A apendicite aguda tipicamente começa com dor periumbilical ou epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, associada a náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa.
A tomografia de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda, especialmente em casos atípicos ou complicados, como a presença de abscesso ou plastrão apendicular, e para guiar a conduta.
A apendicectomia intervalada é indicada em casos de apendicite aguda complicada com abscesso periapendicular ou plastrão, onde o tratamento inicial é conservador com antibioticoterapia e, se necessário, drenagem percutânea. A cirurgia é então realizada 6 a 8 semanas após a resolução do quadro agudo.
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