PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
A apendicite precisa ser considerada no diagnóstico diferencial de quase todo paciente com dor abdominal aguda. O diagnóstico precoce ainda é o objetivo clínico mais importante em pacientes com suspeita de apendicite e pode ser feito primariamente com base no histórico e no exame físico na maioria dos casos. Encontre abaixo e assinale a alternativa incorreta em detrimento ao diagnóstico de um paciente com apendicite aguda:
Apendicite aguda: ausculta abdominal geralmente normal ou hipoativa, não inalterada.
Embora a ausculta abdominal possa ser normal ou apresentar hipoatividade dos ruídos hidroaéreos na apendicite aguda, afirmar que 'não apresenta alterações' é incorreto, pois a hipoatividade é uma alteração comum que reflete o íleo paralítico.
A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica comum, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves como a perfuração e peritonite. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação, isquemia e necrose. Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos. A febre geralmente é baixa (até 38°C) nas fases iniciais. No exame físico, a palpação da fossa ilíaca direita revela dor e descompressão brusca dolorosa (sinal de Blumberg). A ausculta abdominal pode apresentar ruídos hidroaéreos normais ou hipoativos, mas raramente estão completamente ausentes, a menos que haja peritonite avançada. O sinal de Dunphy (dor à tosse) é um indicativo de irritação peritoneal. Em caso de perfuração, a dor se torna difusa, a febre eleva-se e a rigidez abdominal é mais pronunciada.
Na apendicite aguda, a ausculta abdominal geralmente revela ruídos hidroaéreos normais ou discretamente diminuídos (hipoativos), refletindo um íleo paralítico reflexo.
O sinal de Dunphy é o aumento da dor na fossa ilíaca direita ao tossir, um indicativo de irritação peritoneal e um achado útil no exame físico da apendicite aguda.
A perfuração do apêndice causa intensificação e difusão da dor abdominal, aumento do espasmo muscular (rigidez), febre mais alta (>39°C) e taquicardia, indicando peritonite generalizada.
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