Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
A apendicite aguda é a doença cirúrgica mais comum no abdome. Oferece ainda dificuldades quanto ao diagnóstico, à terapêutica adequada e ao controle de sua evolução e complicações. Apresenta mortalidade expressiva, em especial relacionada ao atraso no diagnóstico e no tratamento. Portanto, na apendicite aguda, podemos afirmar, EXCETO que :
Apendicite aguda: videolaparoscopia é segura e preferível em gestantes e obesos, não contraindicada.
A cirurgia videolaparoscópica é a via de acesso preferencial para apendicectomia, inclusive em gestantes e pacientes obesos mórbidos, devido a menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e melhor visualização, respectivamente. A contraindicação é rara e específica.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. Sua incidência é maior em adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade, apresentando desafios diagnósticos em extremos de idade e em gestantes. A obstrução da luz apendicular, geralmente por um fecalito, é o evento inicial na maioria dos casos, levando à inflamação e infecção. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história (dor periumbilical migratória para FID, anorexia, náuseas, vômitos) e exame físico (sinais de Rovsing, Blumberg, Psoas, Obturador). Exames laboratoriais e de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada) são adjuvantes, especialmente em casos atípicos. O atraso no diagnóstico e tratamento aumenta o risco de perfuração e peritonite. O tratamento é cirúrgico, com a apendicectomia. A abordagem videolaparoscópica é a técnica de escolha na maioria dos pacientes, incluindo gestantes (especialmente no 2º trimestre) e obesos mórbidos, devido aos seus benefícios como menor dor, recuperação mais rápida e menor taxa de infecção de sítio cirúrgico. As contraindicações são raras e individualizadas.
A dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa são clássicos. Sinais como Rovsing, Psoas e Obturador também são importantes no exame físico.
Sim, a videolaparoscopia é considerada segura e, em muitos casos, preferível em gestantes, especialmente no segundo trimestre, devido à menor manipulação uterina e recuperação mais rápida.
O fecalito é a causa mais comum de obstrução intraluminal do apêndice, levando à estase, proliferação bacteriana, inflamação e isquemia, culminando na apendicite aguda.
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