UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Homem 18a, procurou Pronto Socorro com dor abdominal que se iniciou em região epigástrica e posteriormente migrou para fossa ilíaca direita, acompanhada de anorexia, há um dia. Nega comorbidades. Exame físico: PA= 114x76 mmHg, FC= 76 bpm, FR =15 irpm, oximetria de pulso (ar ambiente)= 99%, T= 36,7°C. PARA A INDICAÇÃO CIRÚRGICA É NECESSÁRIO:
Apendicite aguda: dor migratória + anorexia + irritação peritoneal (Blumberg+) → indicação cirúrgica.
A apendicite aguda é um diagnóstico primariamente clínico, caracterizado por dor abdominal periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia e sinais de irritação peritoneal, como dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg). A presença desses achados clínicos é fundamental para a indicação cirúrgica.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando predominantemente jovens adultos. O diagnóstico é primariamente clínico e a suspeita deve ser alta em pacientes com a tríade clássica de dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia e náuseas/vômitos. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação, isquemia e, se não tratada, perfuração. O exame físico é crucial, buscando sinais de irritação peritoneal, como o sinal de Blumberg (dor à descompressão brusca) na fossa ilíaca direita, sinal de Rovsing, sinal do psoas e sinal do obturador. Embora exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda) e de imagem (ultrassonografia ou tomografia) possam auxiliar, a decisão de operar é frequentemente baseada na forte suspeita clínica. A escala de Alvarado pode ser utilizada para estratificar o risco. Para residentes, é fundamental reconhecer o quadro clínico típico da apendicite aguda e não atrasar a indicação cirúrgica (apendicectomia), que é o tratamento definitivo. O atraso pode levar a complicações graves como perfuração, peritonite e formação de abscesso, aumentando a morbimortalidade. A avaliação rápida e precisa é a chave para um bom prognóstico.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal que se inicia na região periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. A dor geralmente piora com a movimentação e tosse.
O sinal de Blumberg (dor à descompressão brusca em fossa ilíaca direita) indica irritação peritoneal localizada, sendo um achado físico crucial que, em conjunto com a história clínica, fortalece a suspeita de apendicite aguda e a necessidade de intervenção cirúrgica.
Exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada de abdome, são úteis em casos atípicos, quando o diagnóstico clínico não é claro, ou para diferenciar de outras causas de dor abdominal. Em quadros clássicos, a indicação cirúrgica pode ser feita com base apenas na clínica.
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