PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Paciente 24 anos, feminino, admitida com dor iniciada em fossa ilíaca direita, com 1 dia de evolução, associada a náuseas, sem outras queixas. Hemograma apresentando 11000 leucócitos, com 9% de bastonetes, rotina de urina com esterase leucocitária +. Em relação a esta paciente, podemos dizer que:
Apendicite aguda → dor FID, náuseas, leucocitose. Esterase leucocitária + pode ocorrer por irritação vesical adjacente.
A irritação do ureter ou da bexiga por um apêndice inflamado pode levar a alterações urinárias, como piúria estéril e esterase leucocitária positiva, mimetizando uma infecção urinária. Portanto, um exame de urina alterado não exclui apendicite.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente jovens adultos, mas podendo ocorrer em qualquer idade. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A apresentação clínica pode ser variada, tornando o diagnóstico um desafio, especialmente em mulheres jovens, onde o diagnóstico diferencial é amplo. O diagnóstico da apendicite aguda baseia-se na história clínica (dor periumbilical migratória para FID, náuseas, vômitos, anorexia), exame físico (dor à palpação em FID, sinais de irritação peritoneal) e exames laboratoriais (leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda). Exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, são cruciais para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas de dor abdominal, como infecção urinária ou doença inflamatória pélvica. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, geralmente por apendicectomia laparoscópica. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces. É fundamental considerar o diagnóstico diferencial com outras condições como infecção urinária, doença inflamatória pélvica, cisto ovariano torcido e gravidez ectópica, onde a esterase leucocitária positiva pode ser um achado confuso, mas não exclui apendicite.
A apendicite aguda classicamente inicia com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, associada a náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. Sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo são comuns.
A irritação inflamatória do apêndice pode se estender a estruturas adjacentes como o ureter ou a bexiga, causando piúria (leucócitos na urina) e, consequentemente, uma esterase leucocitária positiva, mesmo sem infecção urinária primária.
A diferenciação envolve a história clínica detalhada, exame físico (sinais de irritação peritoneal), exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda) e exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia, que podem visualizar o apêndice inflamado e excluir outras causas.
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