Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
Paciente masculino, 17 anos, com dor no ponto de McBurney há 1 dia. Ao exame físico tem presentes os sinais de Blumberg e Lapinsky. Sinal de Rowsing está ausente. Há leve leucocitose nos exames laboratoriais. Como deve ser confirmado o diagnóstico?
Apendicite aguda: quadro clínico clássico + sinais semiológicos → indicação cirúrgica direta.
Em pacientes com apresentação clínica clássica de apendicite aguda (dor em McBurney, Blumberg, Lapinsky, leucocitose), o diagnóstico é eminentemente clínico e a confirmação por imagem (TC ou USG) pode ser dispensada, encaminhando o paciente diretamente para cirurgia.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, especialmente em adolescentes e adultos jovens. Sua importância reside na necessidade de diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica para evitar complicações graves como perfuração, peritonite e sepse. O residente deve dominar a semiologia e os critérios diagnósticos. O diagnóstico da apendicite aguda é predominantemente clínico, baseado na história (dor periumbilical migratória para o QID, anorexia, náuseas, vômitos) e exame físico. Sinais como dor no ponto de McBurney, Blumberg positivo, Rovsing e Lapinsky são altamente sugestivos. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose com desvio à esquerda. Em casos com apresentação clássica e alta suspeita clínica, o paciente pode ser encaminhado diretamente para apendicectomia. Exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, são valiosos em casos atípicos ou quando há dúvida diagnóstica, ajudando a excluir outras condições e a confirmar o diagnóstico. No entanto, em um cenário de alta probabilidade clínica, a espera por um exame de imagem pode atrasar a cirurgia e aumentar o risco de perfuração. A classificação de Alvarado ou o escore de AIR (Apendicitis Inflammatory Response) podem auxiliar na tomada de decisão.
Os sinais clássicos incluem dor à palpação no ponto de McBurney, sinal de Blumberg (descompressão brusca dolorosa no QID), sinal de Rovsing (dor no QID à palpação do QIE) e sinal de Lapinsky (dor à palpação do ponto de McBurney com a perna direita estendida e elevada).
A confirmação por imagem (ultrassom ou tomografia) é mais indicada em casos de apresentação atípica, dúvida diagnóstica, pacientes pediátricos, idosos ou mulheres em idade fértil, onde o diagnóstico diferencial é mais amplo.
Em pacientes com um quadro clínico e exame físico altamente sugestivos de apendicite aguda, a probabilidade pré-teste é tão alta que o risco de atrasar a cirurgia (com risco de perfuração) supera o benefício de um exame de imagem confirmatório.
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