PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
TDP, 27 anos, sexo masculino, pintor, refere dor em fossa ilíaca direita com vários dias de evolução, que não melhora com a administração de analgésicos comuns. Nega febre. Apresenta náuseas sem vômitos. Exames laboratoriais sem alterações. Realizou tomografia computadorizada que mostrou alteração no apêndice, que pode ser vista abaixo. Em relação a este caso, a MELHOR CONDUTA entre as abaixo deve ser:
Dor FID + TC com alteração apendicular, mesmo sem febre/leucocitose, indica apendicectomia.
A apendicite aguda pode apresentar-se de forma atípica, sem febre ou leucocitose, especialmente em casos subagudos ou com apêndice retrocecal. A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e guiar a conduta, que na presença de alterações apendiculares, é cirúrgica.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando predominantemente jovens adultos. A apresentação clássica envolve dor periumbilical migratória para a fossa ilíaca direita (FID), anorexia, náuseas e vômitos, febre baixa e leucocitose. No entanto, a apresentação pode ser atípica, como no caso descrito, onde a ausência de febre e alterações laboratoriais significativas não exclui o diagnóstico, especialmente se a dor for persistente e houver achados de imagem. O diagnóstico de apendicite aguda é primariamente clínico, mas exames de imagem como a tomografia computadorizada (TC) do abdome e pelve têm um papel crucial, especialmente em casos duvidosos ou atípicos. A TC oferece alta sensibilidade e especificidade, identificando sinais como apêndice dilatado, inflamação da gordura periapendicular e apendicolitos. A ultrassonografia é uma alternativa, especialmente em crianças e gestantes, para evitar radiação. A conduta para apendicite aguda confirmada é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A escolha da técnica depende da experiência do cirurgião, do quadro clínico do paciente e da presença de complicações. A retirada em monobloco do apêndice e do mesoapêndice é a técnica padrão para garantir a ressecção completa e prevenir complicações. A conduta expectante ou punção guiada não são indicadas para apendicite aguda não complicada ou com sinais de inflamação.
Achados típicos incluem apêndice dilatado (>6mm de diâmetro), espessamento da parede apendicular, realce da parede com contraste, gordura periapendicular inflamada e, por vezes, apendicolito.
A ausência de febre ou leucocitose não exclui apendicite, especialmente em casos subagudos ou com apêndice retrocecal. Com a confirmação por imagem (TC), o risco de progressão para perfuração justifica a intervenção cirúrgica.
A retirada em monobloco do mesoapêndice é importante para garantir a ressecção completa de qualquer tecido inflamado ou linfonodos envolvidos, além de prevenir sangramentos e garantir a ligadura adequada dos vasos apendiculares.
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