Apendicite Aguda: Diagnóstico, Cirurgia e Antibióticos

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 26 anos de idade, nulípara, com história de dor abdominal epigástrica há 24 horas, evoluindo para dor em fossa ilíaca direita e hipogástrio, associada a episódios de náuseas, vômitos, anorexia e sinais de irritação peritoneal em quadrante inferior direito do abdome. Realizou tomografia computadorizada do abdome que evidenciou borramento do tecido gorduroso periapendicular, apêndice cecal medindo 14 mm de diâmetro com espessamento parietal e lâmina líquida pericecal e em fundo de saco de Douglas. Em relação ao abdome agudo, marque ''V'' para verdadeiro e ''F'' para falso. (  ) O diagnóstico diferencial de apendicite aguda nos pacientes adultos do sexo feminino pode envolver a doença inflamatória pélvica, gravidez tubária, torção de cisto ovariano, endometriose e infecção urinária. (  ) A apendicectomia videolaparoscópica está associada a uma maior probabilidade de infecção de sítio cirúrgico, aderências pós-operatórias e hérnias de parede abdominal em comparação à apendicectomia aberta em adultos. (  ) A apendicectomia videolaparoscópica em adultos está proscrita nos pacientes com diagnóstico de apendicite aguda associada a coleções pélvicas devido ao risco elevado de insucesso terapêutico e abscesso residual. (  ) A antibioticoterapia nos pacientes adultos hígidos com diagnóstico de apendicite aguda complicada, sem o histórico recente de uso de antibióticos, deve abranger germes Gram negativos e anaeróbios, por exemplo a associação de ceftriaxona com metronidazol. Assinale a sequência CORRETA:

Alternativas

  1. A) V - F - F - V
  2. B) V - F - V - V
  3. C) F - V - F - V
  4. D) F - F - V – F

Pérola Clínica

Apendicite aguda em mulheres → amplo diagnóstico diferencial ginecológico; videolaparoscopia é segura e vantajosa, mesmo em casos complicados.

Resumo-Chave

Em mulheres jovens, o diagnóstico diferencial de apendicite aguda é crucial e inclui condições ginecológicas. A apendicectomia videolaparoscópica é a abordagem preferencial, oferecendo vantagens como menor dor e menor taxa de infecção de sítio cirúrgico, sendo segura mesmo em apendicite complicada. A antibioticoterapia para apendicite complicada deve cobrir Gram negativos e anaeróbios.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, e seu diagnóstico e manejo corretos são cruciais. Em pacientes do sexo feminino, especialmente em idade fértil, o quadro clínico pode se sobrepor a diversas condições ginecológicas e urológicas, tornando o diagnóstico diferencial um desafio importante. A abordagem cirúrgica da apendicite aguda evoluiu significativamente, com a apendicectomia videolaparoscópica tornando-se o padrão-ouro. Contrariamente a algumas crenças, a videolaparoscopia não está proscrita em casos de apendicite complicada ou com coleções pélvicas; pelo contrário, permite uma melhor exploração da cavidade abdominal, lavagem adequada e menor trauma cirúrgico, resultando em menores taxas de infecção de sítio cirúrgico e aderências pós-operatórias em comparação com a cirurgia aberta. A antibioticoterapia é um pilar fundamental no tratamento da apendicite, especialmente em casos complicados. A escolha do esquema deve visar a cobertura de germes Gram negativos e anaeróbios, que são os principais patógenos envolvidos. A combinação de uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona) com metronidazol é um exemplo de regime eficaz, garantindo a erradicação bacteriana e prevenindo complicações infecciosas pós-operatórias.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais diagnósticos diferenciais de apendicite aguda em mulheres jovens?

Em mulheres jovens, é fundamental considerar doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica, torção de cisto ovariano, endometriose, infecção do trato urinário e gastroenterite, devido à sobreposição de sintomas.

A apendicectomia videolaparoscópica é superior à aberta em apendicite aguda?

Sim, a videolaparoscopia geralmente oferece menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e menor incidência de infecção de sítio cirúrgico, sendo a abordagem preferencial na maioria dos casos, incluindo os complicados.

Qual a cobertura antibiótica recomendada para apendicite aguda complicada?

Para apendicite aguda complicada (perfurada, com abscesso), a antibioticoterapia deve cobrir bactérias Gram negativas (ex: E. coli) e anaeróbios (ex: Bacteroides fragilis), sendo a associação de ceftriaxona com metronidazol um esquema comum e eficaz.

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