UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
A causa mais frequente de erro de diagnóstico em casos de suspeita de apendicite aguda é:
Adenite mesentérica é a causa mais comum de erro diagnóstico na suspeita de apendicite aguda.
A adenite mesentérica é uma condição inflamatória dos linfonodos mesentéricos que mimetiza os sintomas da apendicite aguda, sendo a causa mais frequente de erro diagnóstico, especialmente em crianças. É crucial considerar esse diferencial para evitar cirurgias desnecessárias.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns, caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico, mas pode ser desafiador devido à inespecificidade dos sintomas iniciais e à existência de múltiplos diagnósticos diferenciais. A precisão diagnóstica é crucial para evitar tanto a apendicectomia desnecessária quanto o atraso no tratamento de um apêndice perfurado. A causa mais frequente de erro de diagnóstico em casos de suspeita de apendicite aguda é a adenite mesentérica. Esta condição, mais comum em crianças e adolescentes, envolve a inflamação dos linfonodos mesentéricos, frequentemente desencadeada por infecções virais ou bacterianas (como Yersinia enterocolitica). Os sintomas, como dor abdominal (muitas vezes em fossa ilíaca direita), febre e náuseas, podem ser indistinguíveis da apendicite, levando a uma alta taxa de apendicectomias brancas. Outros diagnósticos diferenciais importantes incluem gastroenterite aguda, doença inflamatória pélvica, infecção do trato urinário e diverticulite de Meckel. A ultrassonografia abdominal é um exame complementar valioso para diferenciar essas condições, especialmente em crianças e mulheres. Para residentes, o desafio reside em manter um alto índice de suspeita para apendicite, mas também em considerar e investigar ativamente os diagnósticos diferenciais para otimizar a conduta e minimizar intervenções desnecessárias.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem adenite mesentérica, gastroenterite aguda, doença inflamatória pélvica (em mulheres), infecção do trato urinário, diverticulite de Meckel e linfadenite mesentérica.
A adenite mesentérica geralmente apresenta dor abdominal difusa ou em fossa ilíaca direita, mas com menor intensidade e sem a progressão clássica da apendicite. Pode haver história de infecção viral recente. A ultrassonografia abdominal pode ajudar a visualizar linfonodos mesentéricos aumentados e um apêndice normal.
A adenite mesentérica mimetiza a apendicite aguda devido à localização da dor e sintomas associados, como febre e náuseas, tornando a distinção clínica desafiadora, especialmente em crianças onde a apresentação pode ser atípica.
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