CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
Paciente do sexo feminino, 18 anos, deu entrada no pronto atendimento queixando dor tipo cólica que iniciou no epigástrio e migrou para a fossa ilíaca direita e hipogástrio há cerca de 24 horas, associada a astenia e náuseas. Nega febre, vômitos, diarreia, leucorréia e sintomas urinários. Última menstruação há 2 semanas. Seu abdome é plano, simétrico, doloroso à palpação profunda em fossa ilíaca direita com sinais de Rovsing e Blumberg positivos, sem plastrão palpável. Leucograma: 6.500, hematócrito 38% e hemoglobina 12mg/dl. EAS com 6 hemácias e 8 piócitos por campo. Radiografias de tórax e abdome sem alterações. A ultrassonografia evidenciou discreta quantidade de líquido livre na fossa ilíaca direita, sem demais alterações. Assinale a alternativa CORRETA:
Apendicite aguda: diagnóstico é clínico; exames complementares auxiliam, mas não excluem na presença de clínica típica.
O diagnóstico de apendicite aguda é eminentemente clínico. Sinais e sintomas clássicos, como a migração da dor e sinais de irritação peritoneal, são mais importantes que exames laboratoriais ou de imagem normais para a indicação cirúrgica, especialmente em pacientes com quadro típico.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, sendo crucial para o residente dominar seu diagnóstico e manejo. Caracteriza-se pela inflamação do apêndice vermiforme, com incidência maior em adolescentes e adultos jovens. O atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações graves como perfuração e peritonite. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos e anorexia. O exame físico revela dor à palpação em fossa ilíaca direita e sinais de irritação peritoneal, como Blumberg e Rovsing positivos. Embora exames laboratoriais (leucocitose) e de imagem (USG, TC) sejam auxiliares, um quadro clínico típico pode ser suficiente para a indicação cirúrgica, mesmo com exames normais ou inconclusivos. O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A decisão de operar deve ser tomada rapidamente para evitar a progressão da inflamação e suas complicações. A antibioticoterapia pré-operatória é recomendada, e a duração pós-operatória depende da presença de perfuração ou peritonite.
A apendicite aguda classicamente se manifesta com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, associada a náuseas, vômitos e anorexia. Sinais de irritação peritoneal como Blumberg e Rovsing são comuns.
Exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia são úteis para confirmar o diagnóstico, avaliar diagnósticos diferenciais ou em casos atípicos. No entanto, um quadro clínico típico pode justificar a cirurgia mesmo com exames inconclusivos.
Não, um leucograma normal não exclui apendicite aguda, especialmente nas fases iniciais da doença. A leucocitose é um achado comum, mas sua ausência não deve atrasar a decisão cirúrgica em um paciente com forte suspeita clínica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo