IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Um homem de 24 anos apresenta dor na fossa iliaca há 36 horas, com descompressão brusca dolorosa (Blumberg positivo). Encontra-se afebril, e o leucograma é normal. Pode-se afirmar que:
Dor FID + Blumberg positivo, mesmo afebril e leucograma normal → Apendicite aguda até prova em contrário.
A apendicite aguda é um diagnóstico clínico e a presença de dor em fossa ilíaca direita com Blumberg positivo é altamente sugestiva, mesmo na ausência de febre ou leucocitose, especialmente em pacientes jovens. A evolução do quadro e a alta suspeição clínica justificam a intervenção cirúrgica.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, exigindo um diagnóstico rápido e preciso para evitar complicações graves. Embora a apresentação clássica inclua dor migratória, febre e leucocitose, é crucial reconhecer que o quadro clínico pode ser variável, especialmente em pacientes jovens. Neste caso, a presença de dor em fossa ilíaca direita por 36 horas e o sinal de Blumberg positivo (descompressão brusca dolorosa) são achados altamente sugestivos de irritação peritoneal, indicando apendicite aguda. A ausência de febre e um leucograma normal, embora atípicos, não excluem o diagnóstico, pois esses parâmetros podem estar ausentes em até 20-30% dos casos, especialmente nas fases iniciais da doença ou em apêndices com localização atípica. Diante de uma forte suspeita clínica de apendicite aguda, a conduta mais adequada é a indicação cirúrgica (apendicectomia). Exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada podem ser úteis em casos duvidosos, mas não devem atrasar a intervenção em quadros clínicos claros com sinais de irritação peritoneal, onde o risco de perfuração é iminente.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo.
Sim, é possível. Cerca de 20-30% dos pacientes com apendicite aguda podem não apresentar febre ou leucocitose, especialmente nas fases iniciais ou em casos de apêndice retrocecal.
A cirurgia (apendicectomia) é o tratamento padrão-ouro para apendicite aguda confirmada ou com alta suspeita clínica, visando prevenir complicações como perfuração e peritonite.
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