Apendicite Aguda: Diagnóstico, Sinais e Tratamento

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Homem de 27 anos procura o pronto socorro com dor abdominal há 24 horas, iniciada em região penumbilical, migrando para fossa iliaca direita, associada a náuseas, anorexia e febre baixa. Ao exame fisico, apresenta dor à palpação profunda em fossa illaca direita e sinal de Blumberg positivo. Exames laboratoriais mostram leucocitose com desvia à esquerda. A respeito da apendicite aguda, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) O sinal de Rovsing è caracterizado pela dor referida em fossa illaca direita à compressão da fossa dlaca direita, sendo altamente especifico.
  2. B) O ultrassom abdominal é exame de primeira escolha em adultos jovens do sexo masculino, por apresentar maior acurácia que a tomografla computadorizada (TC).
  3. C) O tratamento cirúrgico preferencial é a apendicectomia, que pode ser realizada por via aberta ou lapa, sendo esta última associada a menor taxa de complicações de ferida operatória.
  4. D) Apendicite aguda retrocecal geralmente apresenta quadro clinico tipico, com dor localizada precocemente em fossa iliaca direita e sinais peritoneals intensos.
  5. E) A dor migratória de região pertumbilical para fossa iliaca direita é considerada achado tardico e pouco frequente da apendicite aguda

Pérola Clínica

Apendicite aguda → Dor migratória, Blumberg+, leucocitose = Apendicectomia laparoscópica preferencial (menor complicação).

Resumo-Chave

A apendicite aguda é diagnosticada clinicamente pela dor migratória, sinais peritoneais como Blumberg e Rovsing, e leucocitose com desvio à esquerda; o tratamento cirúrgico preferencial é a apendicectomia laparoscópica, que oferece menor taxa de complicações de ferida operatória em comparação com a via aberta.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, apresentando um quadro clínico clássico que inclui dor abdominal migratória da região periumbilical para a fossa ilíaca direita, associada a sintomas como náuseas, anorexia e febre baixa. Sinais ao exame físico, como Blumberg positivo e leucocitose com desvio à esquerda, reforçam a suspeita diagnóstica. Embora o diagnóstico seja primariamente clínico, exames de imagem como a tomografia computadorizada são cruciais para confirmação, especialmente em casos atípicos ou quando o diagnóstico é incerto. O tratamento definitivo é cirúrgico, sendo a apendicectomia laparoscópica a abordagem preferencial devido aos seus benefícios, como menor morbidade e recuperação mais rápida. É importante estar ciente de apresentações atípicas, como a apendicite retrocecal, que pode ter sinais peritoneais menos intensos e dor mais difusa, dificultando o diagnóstico precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da apendicite aguda?

Os principais sinais clínicos incluem dor abdominal migratória (periumbilical para fossa ilíaca direita), anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa, e sinais peritoneais como Blumberg (descompressão brusca dolorosa) e Rovsing (dor em FID à compressão de FIE).

Qual o exame de imagem de escolha para apendicite em adultos?

A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é o exame de imagem de primeira escolha em adultos jovens do sexo masculino e em casos de dúvida diagnóstica, devido à sua alta acurácia. O ultrassom é preferencial em crianças e gestantes para evitar radiação.

Quais as vantagens da apendicectomia laparoscópica?

A apendicectomia laparoscópica oferece vantagens como menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e, notavelmente, menor taxa de complicações de ferida operatória em comparação com a cirurgia aberta.

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