Avaliação da Dor Abdominal Aguda: Pontos Chave

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023

Enunciado

Sobre a avaliação de dor abdominal, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Paciente masculino, com dor epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, início há 24h, sinal de Bloomberg positivo, tem indicação de cirurgia sem necessidade de exame de imagem comprobatório.
  2. B) Paciente masculino, etilista, com dor abdominal difusa, abdômen em tábua, raio-x de abdômen agudo com pneumoperitoneo, tem indicação de cirurgia após tomografia de abdômen comprobatória.
  3. C) O melhor exame para diagnosticar a colelitíase sintomática é a tomografia de abdômen.
  4. D) Crianças pré-escolares podem apresentar diverticulite de Meckel, com sintomas semelhantes ao da apendicite aguda e igual frequência de acometimento.

Pérola Clínica

Apendicite aguda: dor epigástrica → FID + Bloomberg positivo → indicação cirúrgica clínica. Pneumoperitônio = cirurgia de emergência.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é frequentemente diagnosticada clinicamente, especialmente com a tríade clássica de dor epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia e náuseas/vômitos, e sinais de irritação peritoneal como o Bloomberg positivo. Em casos típicos, a cirurgia pode ser indicada sem exames de imagem adicionais. O pneumoperitônio em radiografia de abdômen agudo é um sinal de perfuração de víscera oca, indicando cirurgia de emergência. A ultrassonografia é o exame de escolha para colelitíase, e o divertículo de Meckel, embora possa mimetizar apendicite, é menos comum.

Contexto Educacional

A avaliação da dor abdominal é um dos desafios mais frequentes na prática médica, exigindo um raciocínio clínico aguçado para diferenciar condições benignas de emergências cirúrgicas. A apendicite aguda, por exemplo, é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, com uma incidência de 7-12% ao longo da vida, e seu diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como perfuração e peritonite. A fisiopatologia da apendicite envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação e isquemia. O diagnóstico é predominantemente clínico, com a história e o exame físico sendo os pilares. Sinais como a migração da dor, anorexia e irritação peritoneal (Bloomberg positivo) são altamente sugestivos. Em contraste, o pneumoperitônio em uma radiografia simples de abdômen é um achado crítico que indica perfuração de víscera oca, uma emergência que demanda cirurgia imediata. O manejo da dor abdominal aguda varia conforme a etiologia. Para apendicite aguda com quadro clínico típico, a apendicectomia é o tratamento definitivo. Em casos de pneumoperitônio, a laparotomia exploradora é geralmente necessária. Para colelitíase sintomática, a colecistectomia é indicada, sendo a ultrassonografia o método diagnóstico de escolha. É fundamental que o médico saiba quando prosseguir com a cirurgia baseada na clínica e quando solicitar exames complementares.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da apendicite aguda?

Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal como Bloomberg e Rovsing.

Qual a importância do pneumoperitônio no abdome agudo?

O pneumoperitônio, a presença de ar livre na cavidade abdominal, é um forte indicativo de perfuração de víscera oca (ex: úlcera péptica perfurada, diverticulite perfurada) e geralmente requer intervenção cirúrgica de emergência.

Qual o melhor exame de imagem para diagnosticar colelitíase?

A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de colelitíase, devido à sua alta sensibilidade e especificidade na detecção de cálculos biliares e ausência de radiação.

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