UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Sobre a avaliação de dor abdominal, é CORRETO afirmar que:
Apendicite aguda: dor epigástrica → FID + Bloomberg positivo → indicação cirúrgica clínica. Pneumoperitônio = cirurgia de emergência.
A apendicite aguda é frequentemente diagnosticada clinicamente, especialmente com a tríade clássica de dor epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia e náuseas/vômitos, e sinais de irritação peritoneal como o Bloomberg positivo. Em casos típicos, a cirurgia pode ser indicada sem exames de imagem adicionais. O pneumoperitônio em radiografia de abdômen agudo é um sinal de perfuração de víscera oca, indicando cirurgia de emergência. A ultrassonografia é o exame de escolha para colelitíase, e o divertículo de Meckel, embora possa mimetizar apendicite, é menos comum.
A avaliação da dor abdominal é um dos desafios mais frequentes na prática médica, exigindo um raciocínio clínico aguçado para diferenciar condições benignas de emergências cirúrgicas. A apendicite aguda, por exemplo, é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, com uma incidência de 7-12% ao longo da vida, e seu diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como perfuração e peritonite. A fisiopatologia da apendicite envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação e isquemia. O diagnóstico é predominantemente clínico, com a história e o exame físico sendo os pilares. Sinais como a migração da dor, anorexia e irritação peritoneal (Bloomberg positivo) são altamente sugestivos. Em contraste, o pneumoperitônio em uma radiografia simples de abdômen é um achado crítico que indica perfuração de víscera oca, uma emergência que demanda cirurgia imediata. O manejo da dor abdominal aguda varia conforme a etiologia. Para apendicite aguda com quadro clínico típico, a apendicectomia é o tratamento definitivo. Em casos de pneumoperitônio, a laparotomia exploradora é geralmente necessária. Para colelitíase sintomática, a colecistectomia é indicada, sendo a ultrassonografia o método diagnóstico de escolha. É fundamental que o médico saiba quando prosseguir com a cirurgia baseada na clínica e quando solicitar exames complementares.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal como Bloomberg e Rovsing.
O pneumoperitônio, a presença de ar livre na cavidade abdominal, é um forte indicativo de perfuração de víscera oca (ex: úlcera péptica perfurada, diverticulite perfurada) e geralmente requer intervenção cirúrgica de emergência.
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de colelitíase, devido à sua alta sensibilidade e especificidade na detecção de cálculos biliares e ausência de radiação.
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