SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Em uma Clínica de Família no interior do país, os únicos exames de imagem disponíveis são a ultrassonografia abdominal e a radiografia de abdômen. Para diagnosticar uma apendicite aguda com esses exames, é esperado que revelem um apêndice de:
Apendicite aguda USG: apêndice >6mm, não compressível. RX: alça sentinela em FID.
Na apendicite aguda, a ultrassonografia revela um apêndice dilatado (>6mm) e não compressível, enquanto a radiografia de abdômen pode mostrar sinais inespecíficos como uma alça sentinela na fossa ilíaca direita, indicando inflamação localizada.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, exigindo diagnóstico rápido e preciso para evitar complicações graves como a perfuração. Em locais com recursos limitados, como clínicas de família no interior, o diagnóstico depende fortemente de exames de imagem mais acessíveis, como a ultrassonografia abdominal e a radiografia de abdômen. O conhecimento dos achados esperados nesses exames é crucial para o residente. Na ultrassonografia abdominal, o apêndice inflamado tipicamente se apresenta como uma estrutura tubular, cega, não compressível, com diâmetro maior que 6 mm, frequentemente com paredes espessadas e, por vezes, com a presença de um fecalito em seu lúmen. A compressibilidade é um achado chave: um apêndice normal é compressível, enquanto um inflamado não é. A presença de líquido periapendicular ou estratificação da gordura também são sinais importantes. A radiografia de abdômen, por sua vez, é menos específica para o diagnóstico de apendicite aguda, mas pode revelar sinais indiretos. A 'alça sentinela' é um desses sinais, caracterizada por uma alça intestinal dilatada e preenchida por gás na fossa ilíaca direita, indicando inflamação localizada. Outros achados inespecíficos podem incluir borramento da linha do psoas ou a presença de um fecalito calcificado. Embora a tomografia computadorizada seja o padrão-ouro, a ultrassonografia e a radiografia ainda desempenham um papel importante na triagem e no diagnóstico em cenários específicos.
Na ultrassonografia, os principais achados de apendicite aguda incluem um apêndice dilatado com diâmetro maior que 6 mm, não compressível, com paredes espessadas, presença de líquido periapendicular e, por vezes, um fecalito apendicular.
A 'alça sentinela' é um segmento de alça intestinal dilatada e preenchida por gás, localizada próximo a um processo inflamatório. Na apendicite, ela é frequentemente vista na fossa ilíaca direita, sendo um sinal inespecífico de irritação peritoneal localizada.
A sensibilidade da ultrassonografia para o diagnóstico de apendicite aguda varia, mas é geralmente alta (75-90%), especialmente em mãos experientes e em pacientes magros. É um exame de primeira linha, especialmente em crianças e mulheres grávidas, para evitar radiação.
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