Apendicite Aguda: Diagnóstico por USG e RX

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Em uma Clínica de Família no interior do país, os únicos exames de imagem disponíveis são a ultrassonografia abdominal e a radiografia de abdômen. Para diagnosticar uma apendicite aguda com esses exames, é esperado que revelem um apêndice de:

Alternativas

  1. A) 4mm compressível e clister opaco até o íleo terminal sem contrastar o apêndice
  2. B) 4mm com conteúdo cístico compressível e rotina de abdômen agudo normal
  3. C) 6mm não compressível e alça sentinela na rotina de abdômen agudo
  4. D) 3mm compressível e múltiplos níveis hidroaéreos

Pérola Clínica

Apendicite aguda USG: apêndice >6mm, não compressível. RX: alça sentinela em FID.

Resumo-Chave

Na apendicite aguda, a ultrassonografia revela um apêndice dilatado (>6mm) e não compressível, enquanto a radiografia de abdômen pode mostrar sinais inespecíficos como uma alça sentinela na fossa ilíaca direita, indicando inflamação localizada.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, exigindo diagnóstico rápido e preciso para evitar complicações graves como a perfuração. Em locais com recursos limitados, como clínicas de família no interior, o diagnóstico depende fortemente de exames de imagem mais acessíveis, como a ultrassonografia abdominal e a radiografia de abdômen. O conhecimento dos achados esperados nesses exames é crucial para o residente. Na ultrassonografia abdominal, o apêndice inflamado tipicamente se apresenta como uma estrutura tubular, cega, não compressível, com diâmetro maior que 6 mm, frequentemente com paredes espessadas e, por vezes, com a presença de um fecalito em seu lúmen. A compressibilidade é um achado chave: um apêndice normal é compressível, enquanto um inflamado não é. A presença de líquido periapendicular ou estratificação da gordura também são sinais importantes. A radiografia de abdômen, por sua vez, é menos específica para o diagnóstico de apendicite aguda, mas pode revelar sinais indiretos. A 'alça sentinela' é um desses sinais, caracterizada por uma alça intestinal dilatada e preenchida por gás na fossa ilíaca direita, indicando inflamação localizada. Outros achados inespecíficos podem incluir borramento da linha do psoas ou a presença de um fecalito calcificado. Embora a tomografia computadorizada seja o padrão-ouro, a ultrassonografia e a radiografia ainda desempenham um papel importante na triagem e no diagnóstico em cenários específicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados ultrassonográficos na apendicite aguda?

Na ultrassonografia, os principais achados de apendicite aguda incluem um apêndice dilatado com diâmetro maior que 6 mm, não compressível, com paredes espessadas, presença de líquido periapendicular e, por vezes, um fecalito apendicular.

O que é uma 'alça sentinela' na radiografia de abdômen e sua relação com a apendicite?

A 'alça sentinela' é um segmento de alça intestinal dilatada e preenchida por gás, localizada próximo a um processo inflamatório. Na apendicite, ela é frequentemente vista na fossa ilíaca direita, sendo um sinal inespecífico de irritação peritoneal localizada.

Qual a sensibilidade da ultrassonografia para o diagnóstico de apendicite aguda?

A sensibilidade da ultrassonografia para o diagnóstico de apendicite aguda varia, mas é geralmente alta (75-90%), especialmente em mãos experientes e em pacientes magros. É um exame de primeira linha, especialmente em crianças e mulheres grávidas, para evitar radiação.

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