Apendicite Aguda: Diagnóstico e Conduta Imediata

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024

Enunciado

Uma mulher de 32 anos comparece ao serviço de saúde com dor intensa na fossa ilíaca direita, náusea e febre de 38,5°C. O exame físico revela dor à palpação e sinal de Blumberg positivo. Qual deve ser a conduta?

Alternativas

  1. A) Prescrever analgésicos e solicitar ultrassonografia abdominal com retorno em 48 horas.
  2. B) Realizar tratamento com antibióticos e observar a evolução clínica.
  3. C) Reavaliar a paciente em 24 horas para decidir a conduta.
  4. D) Encaminhar a paciente para o hospital com suspeita de apendicite aguda para avaliação cirúrgica.

Pérola Clínica

Dor FID + Blumberg + febre/náusea → Alta suspeita de apendicite aguda, encaminhar para avaliação cirúrgica.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica comum. A tríade clássica de dor migratória para FID, náuseas/vômitos e febre, associada a sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo, exige avaliação cirúrgica imediata para evitar complicações graves como perfuração.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente jovens adultos, mas podendo ocorrer em qualquer idade. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves. A incidência é de aproximadamente 100 casos por 100.000 pessoas por ano. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por fecalito, hiperplasia linfoide ou parasitas, levando à proliferação bacteriana, inflamação e aumento da pressão intraluminal. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história (dor migratória, anorexia, náuseas, vômitos) e exame físico (dor em FID, Blumberg, Rovsing, Psoas, Obturador). Exames complementares como hemograma (leucocitose com desvio à esquerda) e ultrassonografia ou tomografia abdominal podem auxiliar, mas não devem atrasar a conduta em casos de alta suspeita clínica. A conduta padrão para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente com tratamento precoce, mas a morbidade e mortalidade aumentam significativamente em casos de perfuração e peritonite. É crucial que o residente reconheça rapidamente os sinais e sintomas para encaminhar o paciente adequadamente, evitando atrasos que comprometam o desfecho.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da apendicite aguda?

Os sinais e sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. Ao exame físico, pode-se encontrar dor à palpação em FID e sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo.

Qual a importância do sinal de Blumberg na apendicite aguda?

O sinal de Blumberg (descompressão brusca dolorosa) indica irritação peritoneal, sendo um achado importante que reforça a suspeita de apendicite aguda. Sua presença sugere inflamação da serosa peritoneal adjacente ao apêndice.

Por que a apendicite aguda requer avaliação cirúrgica urgente?

A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica porque a inflamação progressiva do apêndice pode levar à isquemia, necrose e perfuração, resultando em peritonite generalizada, sepse e risco de morte. A intervenção cirúrgica precoce é fundamental para prevenir essas complicações.

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