UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Sobre a apendicite aguda, assinale a opção incorreta.
Apendicite aguda: tratamento padrão é apendicectomia; ATB isolado tem maior taxa de falha e complicações a longo prazo.
Embora o tratamento conservador com antibióticos para apendicite não complicada seja estudado, a apendicectomia ainda é o padrão-ouro devido à menor taxa de falha e menor risco de complicações a longo prazo, como recidiva ou formação de abscesso.
A apendicite aguda é a inflamação do apêndice vermiforme, sendo a causa mais comum de abdômen agudo não traumático e uma das emergências cirúrgicas mais frequentes. É mais prevalente entre os 10 e 19 anos de idade e ligeiramente mais comum em homens. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A fisiopatologia geralmente envolve a obstrução da luz apendicular por um fecalito, hiperplasia linfoide ou parasitas, levando à estase, proliferação bacteriana, inflamação, isquemia e, eventualmente, necrose e perfuração. Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. O diagnóstico é clínico, complementado por exames laboratoriais (leucocitose) e de imagem (ultrassonografia ou tomografia de abdome). O tratamento padrão-ouro para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. Embora o tratamento conservador com antibióticos tenha sido estudado para casos não complicados, ele apresenta maior taxa de falha e risco de recidiva em comparação com a cirurgia. A infecção do sítio cirúrgico é a complicação pós-operatória mais comum.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdômen agudo não traumático, sendo uma das emergências cirúrgicas mais frequentes em todo o mundo.
O tratamento com antibióticos pode ser considerado em casos selecionados de apendicite aguda não complicada, sem sinais de perfuração ou abscesso, mas a apendicectomia ainda é o tratamento definitivo com menor taxa de falha.
Os diagnósticos diferenciais incluem linfadenite mesentérica, doença de Crohn, diverticulite de Meckel, pielonefrite, gravidez ectópica e cisto ovariano torcido, dependendo da idade e sexo do paciente.
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