Apendicite Aguda: Diagnóstico e Conduta Baseada na Escala de Alvarado

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 18 anos de idade com queixa de dor abdominal que migrou para a fossa ilíaca direita, náuseas com vômitos e anorexia compareceu ao serviço de saúde. Ao exame físico, apresentou defesa abdominal com sinal de irritação peritoneal em fossa ilíaca direita isolada. O exame laboratorial apresentou leucocitose com desvio à esquerda.Tendo esse caso clínico como referência inicial, assinale a opção correta, acerca do diagnóstico, do tratamento e do prognóstico do abdome agudo inflamatório.

Alternativas

  1. A) De acordo com a escala de Alvarado, esse paciente deve ser submetido à tomografia computadorizada de abdome total com contraste para diagnóstico.
  2. B) De acordo com a escala de Alvarado, esse paciente deve ser submetido à cirurgia para tratamento.
  3. C) Em caso de diverticulite aguda não complicada, o paciente deve ser submetido à colonoscopia previamente ao tratamento.
  4. D) Em caso de diverticulite com classificação de Hinchey III, o tratamento deve ser clínico, com dieta oral zero e antibioticoterapia, seguido de sigmoidectomia com anastomose primária.

Pérola Clínica

Dor migratória FID + náuseas/vômitos + anorexia + leucocitose + irritação peritoneal = Alta probabilidade de apendicite aguda.

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito (dor migratória para FID, náuseas, vômitos, anorexia, defesa abdominal, irritação peritoneal, leucocitose com desvio à esquerda) é altamente sugestivo de apendicite aguda. A escala de Alvarado, que pontua esses achados, provavelmente indicaria uma pontuação elevada, justificando a intervenção cirúrgica direta.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo inflamatório, especialmente em jovens adultos. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico. A dor abdominal que migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa, são achados clássicos. O exame físico revela dor à palpação em FID, defesa abdominal e, por vezes, sinais de irritação peritoneal. Laboratorialmente, leucocitose com desvio à esquerda é comum. A escala de Alvarado é uma ferramenta útil para estratificação de risco, atribuindo pontos a esses achados clínicos e laboratoriais. Uma pontuação alta (>7) sugere fortemente apendicite e indica a necessidade de intervenção cirúrgica. O tratamento padrão-ouro para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. Em casos de alta probabilidade clínica, a cirurgia pode ser indicada sem a necessidade de exames de imagem adicionais, especialmente em pacientes jovens, para evitar atrasos e exposição desnecessária à radiação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios da escala de Alvarado para apendicite?

A escala de Alvarado inclui dor migratória, anorexia, náuseas/vômitos, dor à palpação em FID, descompressão brusca positiva, febre, leucocitose e desvio à esquerda, cada um com pontuação específica.

Quando a tomografia computadorizada é indicada na suspeita de apendicite?

A TC é indicada em casos de dúvida diagnóstica, quando a apresentação clínica é atípica, ou em pacientes com comorbidades que dificultam o exame físico, evitando apendicectomias desnecessárias.

Qual a conduta em um paciente com alta pontuação na escala de Alvarado?

Pacientes com alta pontuação na escala de Alvarado (geralmente >7) têm alta probabilidade de apendicite aguda e devem ser encaminhados para apendicectomia, que é o tratamento definitivo.

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