UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023
Sobre a apendicite aguda é correto afirmar que:
Apendicectomia videolaparoscópica em apendicite perfurada/necrótica ↑ risco de abscesso intra-abdominal.
Embora a videolaparoscopia seja preferível na apendicite não complicada, em casos de perfuração e necrose, a manipulação e irrigação podem disseminar o conteúdo infectado, aumentando o risco de abscesso intra-abdominal comparado à cirurgia aberta.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, resultando da obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito. Sua incidência é maior em adolescentes e adultos jovens, sendo crucial o diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. O manejo envolve principalmente a apendicectomia. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado em sintomas como dor abdominal periumbilical migratória para fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos e febre baixa. Exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada são úteis para confirmar o diagnóstico e avaliar complicações. O escore de Alvarado auxilia na estratificação de risco, mas não inclui a Proteína C Reativa. A apendicectomia videolaparoscópica é a abordagem preferencial para apendicite aguda não complicada devido a menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. Contudo, em casos de apendicite perfurada ou necrosada, a videolaparoscopia pode estar associada a um risco ligeiramente maior de abscesso intra-abdominal, possivelmente pela dificuldade em remover todo o conteúdo purulento ou pela disseminação da infecção durante a manipulação. O tratamento não-operatório é uma opção limitada e geralmente não recomendada na presença de apendicolito.
O escore de Alvarado inclui sintomas (dor migratória, anorexia, náuseas/vômitos), sinais (sensibilidade em FID, descompressão brusca positiva) e achados laboratoriais (leucocitose, desvio à esquerda). A Proteína C Reativa não faz parte do escore original.
A antibioticoterapia pós-operatória é geralmente indicada para apendicite complicada (perfurada, gangrenosa, com abscesso), mas não para apendicite aguda não complicada, onde a apendicectomia é curativa.
O tratamento não-operatório para apendicite aguda é controverso e geralmente reservado para casos selecionados de apendicite não complicada. A presença de apendicolito é frequentemente considerada um fator de risco para falha do tratamento conservador e perfuração, indicando cirurgia.
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