Apendicite Aguda: Diagnóstico e Antibioticoterapia

FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021

Enunciado

Paciente masculino com 17 anos, previamente hígido, apresentou dor abdominal periumbilical, náusea, febre e inapetência há 5 dias, com localização em fossa ilíaca direita há 3 dias. Há 1 dia, iniciou com piora da dor e extensão da mesma para hemiabdome esquerdo, buscando atendimento em pronto socorro. A principal hipótese diagnóstica e o espectro de antibioticoterapia deve abranger:

Alternativas

  1. A) diverticulite perfurada, anaeróbios
  2. B) pancreatite necrohemorrágica, gramnegaticos e anaeróbios
  3. C) adenite mesentérica, aeróbios e anaeróbios
  4. D) apendicite aguda supurada, anaeróbios e gram negativos

Pérola Clínica

Dor periumbilical → FID → Piora e irradiação → Apendicite supurada/perfurada, cobrir anaeróbios e Gram negativos.

Resumo-Chave

A história clássica de dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, seguida de piora e extensão para outros quadrantes, sugere uma apendicite aguda com progressão para supuração ou perfuração, levando à peritonite. A cobertura antibiótica deve ser ampla, incluindo anaeróbios e Gram negativos, que são os principais patógenos envolvidos.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adolescentes e adultos jovens. É uma inflamação do apêndice vermiforme, geralmente causada pela obstrução do lúmen apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou parasitas. A progressão da doença pode levar à supuração, gangrena e perfuração, resultando em peritonite localizada ou generalizada. O quadro clínico típico inicia com dor periumbilical ou epigástrica, que migra para a fossa ilíaca direita (FID) em 12-24 horas, acompanhada de náuseas, vômitos, inapetência e febre baixa. A piora da dor e sua irradiação para outros quadrantes, como o hemiabdome esquerdo, é um sinal de alerta para perfuração e peritonite generalizada, uma complicação grave que exige intervenção imediata. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico (apendicectomia). Em casos de apendicite supurada ou perfurada com peritonite, a antibioticoterapia empírica é fundamental e deve ser de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos da cavidade abdominal: bactérias anaeróbias (como Bacteroides fragilis) e Gram negativas entéricas (como Escherichia coli). Exemplos de antibióticos incluem metronidazol associado a uma cefalosporina de terceira geração ou piperacilina-tazobactam.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da apendicite aguda?

Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, febre baixa, inapetência e dor à palpação no ponto de McBurney.

O que a extensão da dor para o hemiabdome esquerdo pode indicar em um caso de apendicite?

A extensão da dor para outros quadrantes, especialmente o hemiabdome esquerdo, sugere uma progressão da inflamação, possivelmente para perfuração do apêndice e desenvolvimento de peritonite generalizada.

Qual o espectro de antibióticos indicado para apendicite supurada ou perfurada?

A antibioticoterapia deve cobrir bactérias anaeróbias (ex: Bacteroides fragilis) e Gram negativas entéricas (ex: E. coli), que são os patógenos mais comuns em infecções intra-abdominais.

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