Apendicite Aguda: Guia de Antibioticoterapia Empírica

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020

Enunciado

Quanto à apendicite aguda, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o tratamento cirúrgico é a única opção.
  2. B) a cirurgia por vídeo tem frequência do tipo de complicações diferente da realizada por via aberta.
  3. C) a infecção de sítio cirúrgico superficial é a mais comum após tratamento por vídeo nas apendicites com peritonite.
  4. D) a escolha dos antibióticos empíricos difere segundo a gravidade do paciente e oestágio da doença.
  5. E) o anatomato patológico tem achado de 10% de neoplasia (neuroendócrino) nas peçasretiradas.

Pérola Clínica

Apendicite: escolha ATB empírico → gravidade e estágio da doença.

Resumo-Chave

O tratamento da apendicite aguda envolve cirurgia e antibioticoterapia. A seleção do regime antibiótico empírico é crucial e deve ser guiada pela apresentação clínica do paciente, se é uma apendicite não complicada ou complicada (com perfuração ou peritonite), e pelo perfil de resistência local.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, afetando todas as faixas etárias, com pico de incidência na segunda e terceira décadas de vida. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por fecalito, hiperplasia linfoide ou parasitas, levando à proliferação bacteriana, inflamação, isquemia e, eventualmente, necrose e perfuração. O diagnóstico é clínico, complementado por exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda) e de imagem (ultrassonografia ou tomografia computadorizada). O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A antibioticoterapia é um componente essencial, sendo empírica e ajustada conforme a gravidade da doença: para apendicite não complicada, geralmente cobre gram-negativos e anaeróbios; para apendicite complicada (com perfuração ou peritonite), a cobertura deve ser mais ampla. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas complicações como infecção de sítio cirúrgico e abscesso intra-abdominal podem ocorrer, especialmente em casos complicados.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a escolha do antibiótico empírico na apendicite aguda?

A escolha depende da gravidade (não complicada vs. complicada com perfuração/peritonite), do perfil de resistência local e da presença de fatores de risco para germes multirresistentes.

O tratamento cirúrgico é sempre a única opção para apendicite aguda?

Não, em casos selecionados de apendicite não complicada, o tratamento conservador com antibióticos pode ser uma opção, embora a apendicectomia permaneça o padrão-ouro.

Quais são as complicações mais comuns após apendicectomia?

As complicações incluem infecção do sítio cirúrgico (superficial, profunda, de órgão/espaço), abscesso intra-abdominal, fístula cecal e obstrução intestinal.

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