IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Quanto à apendicite aguda, é correto afirmar que
Apendicite: escolha ATB empírico → gravidade e estágio da doença.
O tratamento da apendicite aguda envolve cirurgia e antibioticoterapia. A seleção do regime antibiótico empírico é crucial e deve ser guiada pela apresentação clínica do paciente, se é uma apendicite não complicada ou complicada (com perfuração ou peritonite), e pelo perfil de resistência local.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, afetando todas as faixas etárias, com pico de incidência na segunda e terceira décadas de vida. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por fecalito, hiperplasia linfoide ou parasitas, levando à proliferação bacteriana, inflamação, isquemia e, eventualmente, necrose e perfuração. O diagnóstico é clínico, complementado por exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda) e de imagem (ultrassonografia ou tomografia computadorizada). O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A antibioticoterapia é um componente essencial, sendo empírica e ajustada conforme a gravidade da doença: para apendicite não complicada, geralmente cobre gram-negativos e anaeróbios; para apendicite complicada (com perfuração ou peritonite), a cobertura deve ser mais ampla. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas complicações como infecção de sítio cirúrgico e abscesso intra-abdominal podem ocorrer, especialmente em casos complicados.
A escolha depende da gravidade (não complicada vs. complicada com perfuração/peritonite), do perfil de resistência local e da presença de fatores de risco para germes multirresistentes.
Não, em casos selecionados de apendicite não complicada, o tratamento conservador com antibióticos pode ser uma opção, embora a apendicectomia permaneça o padrão-ouro.
As complicações incluem infecção do sítio cirúrgico (superficial, profunda, de órgão/espaço), abscesso intra-abdominal, fístula cecal e obstrução intestinal.
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