AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
A apendicite aguda continua a ser o quadro cirúrgico agudo mais comum em crianças e a principal causa de morbidade infantil. Sobre a apendicite aguda na infância assinale a opção correta.I – A tomografia de abdome em nosso meio tem sido o exame de escolha para confirmação diagnóstica.II – A cirurgia de emergência (no meio da noite) raramente é indicada e a maioria dos pacientes necessita de medidas de suporte pré-operatório para estabilizar os sinais vitais e garantir a segurança do procedimento.III – Em pacientes nos quais a perfuração é identificada no momento do diagnóstico, a cirurgia é ainda menos urgente e a conduta pré-operatória apropriada é mais crítica.
Na apendicite infantil, USG é preferível à TC para diagnóstico; apendicite perfurada permite estabilização pré-operatória antes da cirurgia.
A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para apendicite aguda em crianças devido à ausência de radiação. A apendicite, mesmo perfurada, permite um período de estabilização pré-operatória para otimizar o paciente antes da cirurgia, que não é uma emergência absoluta na maioria dos casos.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em crianças, representando um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas na faixa etária pediátrica. A morbidade associada à apendicite perfurada é significativamente maior, tornando o diagnóstico precoce e o manejo adequado cruciais. A apresentação clínica pode variar, desde dor abdominal periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, até vômitos, febre e anorexia. No que tange ao diagnóstico por imagem, a ultrassonografia abdominal é o exame de escolha em crianças devido à ausência de radiação ionizante e boa acurácia quando realizada por um examinador experiente. A tomografia computadorizada, embora mais sensível, é reservada para casos duvidosos ou quando a ultrassonografia não é conclusiva, devido à preocupação com a exposição à radiação em pacientes pediátricos. Portanto, a afirmativa I é falsa. Em relação ao manejo, a cirurgia para apendicite aguda, mesmo em crianças, raramente é uma emergência absoluta que exige intervenção no meio da noite sem preparo. A maioria dos pacientes se beneficia de medidas de suporte pré-operatório, como hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia, para estabilizar os sinais vitais e otimizar as condições para o procedimento, tornando a afirmativa II verdadeira. Para pacientes com apendicite perfurada, a cirurgia é ainda menos urgente, e a estabilização pré-operatória com antibióticos e fluidos é ainda mais crítica, podendo-se até considerar um manejo conservador inicial em casos selecionados, o que valida a afirmativa III. O objetivo é reduzir a inflamação e o risco de complicações pós-operatórias.
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para apendicite aguda em crianças devido à sua alta sensibilidade e especificidade, além de evitar a exposição à radiação ionizante, o que é crucial na população pediátrica.
Não necessariamente. Embora seja uma condição cirúrgica aguda, a maioria dos pacientes, incluindo aqueles com apendicite perfurada, se beneficia de um período de estabilização pré-operatória com fluidos, antibióticos e analgesia antes da intervenção cirúrgica, que pode ser realizada em horário eletivo.
Em apendicite perfurada, a cirurgia não é uma emergência absoluta. O manejo inicial foca na estabilização do paciente com hidratação venosa e antibioticoterapia de amplo espectro. A cirurgia pode ser postergada por algumas horas ou até dias em casos selecionados (manejo conservador inicial) para otimizar as condições do paciente e reduzir a inflamação local.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo