HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Alguns pacientes apresentam evolução de quadro de apendicite aguda para perfuração apendicular com bloqueio local (não difuso); este subgrupo costuma procurar o serviço médico com vários dias de evolução, apresentando plastrão palpável em fossa ilíaca direita e, por vezes, complicações locais com abscesso. Tais pacientes, após confirmação diagnóstica por exame de imagem (tomografia), podem se beneficiar, atualmente, de qual das condutas seguintes?
Apendicite perfurada com plastrão/abscesso → Estabilização clínica + ATB + Apendicectomia de intervalo.
Em casos de apendicite aguda perfurada com bloqueio local (plastrão) ou abscesso, a conduta inicial é conservadora com antibioticoterapia e drenagem se abscesso, seguida de apendicectomia de intervalo após 6-8 semanas, para reduzir riscos cirúrgicos.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns. Em alguns casos, a evolução pode levar à perfuração do apêndice, resultando na formação de um plastrão apendicular ou abscesso, uma condição que exige uma abordagem terapêutica específica e é frequentemente abordada em provas de residência. O plastrão apendicular ocorre quando o processo inflamatório é contido pelo omento e alças intestinais adjacentes, formando uma massa palpável. Nesses casos, a cirurgia de urgência é tecnicamente desafiadora e associada a maiores taxas de morbidade. A conduta inicial preferencial é o tratamento conservador com antibioticoterapia intravenosa e, se presente, drenagem percutânea do abscesso. Após a resolução do quadro agudo e a regressão da inflamação, a apendicectomia de intervalo é recomendada, geralmente 6 a 8 semanas depois. Essa abordagem permite que a inflamação diminua, facilitando a cirurgia e reduzindo os riscos de complicações como sangramento, lesão de órgãos adjacentes e fístulas.
Um plastrão apendicular é uma massa inflamatória formada pelo apêndice perfurado, omento e alças intestinais adjacentes, que tentam conter a infecção e evitar a peritonite difusa.
A apendicectomia de urgência é realizada imediatamente após o diagnóstico. A de intervalo é feita 6-8 semanas após o tratamento conservador de um plastrão ou abscesso, quando a inflamação regrediu.
A tomografia é indicada para confirmar o diagnóstico, especialmente em casos atípicos ou quando há suspeita de complicações como perfuração, plastrão ou abscesso, auxiliando na decisão terapêutica.
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