Apendicite com Abscesso: Drenagem Percutânea e Manejo

HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, de 36 anos de idade, procura o pronto atendimento por dor abdominal em fossa ilíaca direita e hipogástrio há duas semanas. Relata que a dor se iniciou em região mesogástrica, evoluindo para localização em andar inferior do abdome após dois dias de seu início. Atualmente, a dor é constante, de intensidade 5/10 e acompanhada de episódios febris de até 38ºC. Nega náuseas ou vômitos. A diurese e a evacuação estão presentes e sem alterações. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, anictérico, com temperatura axilar de 37,9ºC, pressão arterial de 130x80mmHg e frequência cardíaca de 92bpm. O abdome está plano, flácido, doloroso à palpação da fossa ilíaca direita, com plastrão palpável e defesa nesta região. O restante do abdome é flácido e indolor. Os exames laboratoriais revelaram leucócitos de 16.400/mm³ e PCR de 53mg/dL, sem demais alterações. Realizou a tomografia ilustrada a seguir: Considerando a principal hipótese diagnóstica para este paciente, qual é a conduta recomendada?

Alternativas

  1. A) Colectomia direita
  2. B) Colonoscopia
  3. C) Drenagem percutânea guiada por imagem
  4. D) Antibioticoterapia exclusiva

Pérola Clínica

Apendicite com plastrão/abscesso → Drenagem percutânea + ATB é conduta inicial em casos selecionados.

Resumo-Chave

Em casos de apendicite aguda complicada com formação de plastrão ou abscesso bem delimitado, a drenagem percutânea guiada por imagem, associada à antibioticoterapia, é a conduta inicial preferencial para controle da infecção antes de uma possível apendicectomia eletiva.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns, e sua apresentação pode variar de um quadro simples a complicações graves como perfuração, peritonite, plastrão e abscesso apendicular. O reconhecimento precoce dessas complicações é crucial para o manejo adequado e para evitar morbimortalidade. O plastrão apendicular é uma massa inflamatória formada por alças intestinais, omento e peritônio que tentam conter o processo inflamatório do apêndice, enquanto o abscesso é uma coleção purulenta dentro dessa massa. O diagnóstico de apendicite complicada com abscesso é frequentemente suspeitado pela clínica (dor crônica, massa palpável, febre, leucocitose) e confirmado por exames de imagem, como a tomografia computadorizada de abdome. A TC é essencial para caracterizar o abscesso, seu tamanho e localização, orientando a melhor abordagem terapêutica. A diferenciação entre plastrão e abscesso é importante, pois o abscesso geralmente requer intervenção para drenagem. A conduta na apendicite com abscesso apendicular é individualizada. Para abscessos bem delimitados e maiores, a drenagem percutânea guiada por imagem, associada à antibioticoterapia de amplo espectro, é a abordagem de primeira linha. Após o controle da infecção e resolução do processo agudo, uma apendicectomia eletiva (apendicectomia de intervalo) pode ser considerada para prevenir recorrências. Em abscessos menores ou plastrões sem abscesso evidente, a antibioticoterapia exclusiva pode ser suficiente, com acompanhamento rigoroso.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de apendicite complicada com abscesso?

Dor abdominal em fossa ilíaca direita, febre, leucocitose, PCR elevado e massa palpável (plastrão) são indicativos. A tomografia computadorizada confirma a presença de abscesso.

Quando a drenagem percutânea é indicada na apendicite?

É indicada para abscessos apendiculares bem delimitados, geralmente maiores que 3-4 cm, como tratamento inicial para controlar a infecção antes de uma apendicectomia eletiva.

Qual o papel da antibioticoterapia no abscesso apendicular?

A antibioticoterapia de amplo espectro é fundamental para controlar a infecção sistêmica e local, sendo utilizada em conjunto com a drenagem percutânea ou como tratamento exclusivo em abscessos menores.

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