AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Escolar, 6 anos, há 2 dias com dor abdominal difusa, há 1 dia com náuseas e vômitos e há 12h com febre e piora da dor, associadas à diarreia aguda, sem restos patológicos. Após ultrassonografia (US) abdominal, é encaminhado para apendicectomia de urgência. No transoperatório, evidencia-se secreção purulenta em cavidade abdominal. Considerando a situação clínica apresentada, é correto afirmar que:
Secreção purulenta intraoperatória na apendicite = apendicite aguda complicada.
A presença de secreção purulenta na cavidade abdominal durante a apendicectomia é um sinal claro de apendicite aguda complicada, indicando perfuração ou peritonite. A diarreia, embora atípica, pode ocorrer em apendicite, especialmente em crianças, e não exclui o diagnóstico.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em crianças e adolescentes, com uma incidência que aumenta com a idade. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer seus sinais e sintomas, que podem ser atípicos em faixas etárias extremas. A progressão da dor periumbilical para o quadrante inferior direito, associada a náuseas, vômitos e febre, é o quadro clássico, mas variações como diarreia podem confundir o diagnóstico. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, mas exames de imagem são frequentemente utilizados para confirmação, especialmente em casos duvidosos. A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha inicial em crianças devido à sua segurança e capacidade de identificar um apêndice inflamado, líquido livre ou outras causas de dor abdominal. A tomografia computadorizada é mais sensível e específica, mas envolve radiação, sendo reservada para casos inconclusivos ou suspeita de complicações. A apendicite aguda complicada refere-se à presença de perfuração, abscesso, flegmão ou peritonite difusa. A identificação de secreção purulenta na cavidade abdominal durante a apendicectomia é um achado inequívoco de complicação, exigindo manejo cirúrgico adequado e, muitas vezes, antibioticoterapia prolongada. O reconhecimento precoce e a intervenção cirúrgica são fundamentais para prevenir complicações graves e melhorar o prognóstico do paciente.
A apendicite é considerada complicada na presença de perfuração, abscesso apendicular, flegmão ou peritonite difusa. Achados intraoperatórios como secreção purulenta na cavidade abdominal confirmam essa classificação.
A ultrassonografia é frequentemente o exame de imagem inicial de escolha em crianças devido à ausência de radiação. Ela pode identificar um apêndice não compressível, com diâmetro aumentado, líquido periapendicular ou apendicolito, auxiliando no diagnóstico.
Embora a dor abdominal, náuseas e vômitos sejam mais típicos, a diarreia pode ocorrer em casos de apendicite, especialmente quando o apêndice inflamado irrita o reto ou o íleo terminal, sendo um sintoma atípico que não exclui o diagnóstico.
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