Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Criança de 7 anos com dor abdominal, febre e leucocitose. Apêndice inflamado com coleção líquida à direita no USG. Qual o tratamento mais indicado?
Apendicite + coleção (abscesso) → Apendicectomia + Drenagem + Antibioticoterapia.
A presença de coleção líquida (abscesso) no USG indica apendicite complicada, exigindo intervenção cirúrgica para remoção do foco infeccioso e drenagem da coleção.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico na infância. O diagnóstico é eminentemente clínico, mas a ultrassonografia é uma ferramenta valiosa, especialmente em crianças, para confirmar a presença de complicações como abscessos. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, seguida de proliferação bacteriana e isquemia de parede. Quando ocorre a perfuração, o organismo pode tentar bloquear a infecção formando um plastão ou abscesso. A presença de febre alta e leucocitose sugere uma evolução para abscesso. O tratamento padrão para o abscesso apendicular sintomático é a apendicectomia com drenagem da cavidade e lavagem exaustiva, associada a um esquema de antibióticos de amplo espectro para cobrir gram-negativos e anaeróbios.
A apendicite simples é aquela restrita ao apêndice, sem perfuração ou coleções. A apendicite complicada (fases 3 e 4) envolve perfuração, gangrena, peritonite generalizada ou formação de abscessos periapendiculares. O manejo das formas complicadas geralmente requer tempo prolongado de antibioticoterapia e, frequentemente, drenagem cirúrgica ou percutânea.
Em alguns casos selecionados de abscessos bloqueados (plastão) em pacientes estáveis, pode-se tentar o tratamento conservador com antibióticos e drenagem percutânea, seguido de apendicectomia eletiva (intervalo). No entanto, em crianças com sinais flogísticos claros, febre e leucocitose importante, a abordagem cirúrgica imediata com drenagem é frequentemente a conduta de escolha.
Os achados incluem apêndice não compressível, diâmetro transverso > 6mm, presença de apendicolito, aumento da ecogenicidade da gordura periapendicular e, em casos complicados, coleções líquidas adjacentes ou perda da continuidade da parede apendicular.
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