Apendicite Aguda: Diagnóstico Clínico e por Imagem

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

D.B.D., 17 anos, sexo masculino, estudante, apresentou quadro de dor periumbilical, acompanhada de inapetência e náusea, ontem. Hoje apresenta dor abdominal localizada no quadrante inferior direito do abdome, com temperatura axilar de 37,8ºC. sem defesa abdominal, com relato de dor à palpação profunda, mas sem dor à descompressão abdominal. A hiperextensão da coxa direita provoca dor lombar à direita e em fossa ilíaca direita. Exames laboratoriais mostraram 12.050 leucócitos/mm³ com 6% de bastonetes. Assinale qual das alternativas abaixo está ERRADA:

Alternativas

  1. A) A tomografia de abdome sem contraste é o melhor exame para diagnóstico diferencial neste caso.
  2. B) É improvável que a radiografia simples de abdome traga elementos diagnósticos decisivos.
  3. C) O quadro clínico sugere apendicite aguda, embora não seja a apresentação clássica.
  4. D) Os achados de laboratório sugerem um quadro infeccioso agudo.

Pérola Clínica

Apendicite aguda: dor migratória, sinais irritação peritoneal (Psoas), leucocitose. TC com contraste é padrão-ouro, USG é alternativa.

Resumo-Chave

O quadro clínico com dor periumbilical que migra para o quadrante inferior direito, inapetência, náusea, febre baixa e sinal do psoas positivo é altamente sugestivo de apendicite aguda, mesmo sem defesa abdominal clássica. A leucocitose com desvio à esquerda reforça a suspeita de processo infeccioso/inflamatório. A tomografia de abdome com contraste é o melhor exame de imagem para confirmar o diagnóstico e excluir diferenciais, sendo a TC sem contraste menos sensível.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adolescentes e adultos jovens. Caracteriza-se pela inflamação do apêndice vermiforme, geralmente devido à obstrução de seu lúmen. A apresentação clínica pode variar, tornando o diagnóstico um desafio, mas a suspeita deve ser alta em pacientes com dor abdominal migratória, sintomas gastrointestinais e febre baixa. A incidência é maior entre 10 e 30 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A dor periumbilical que migra para o quadrante inferior direito (ponto de McBurney) é um achado clássico. Sinais de irritação peritoneal, como o sinal do psoas (dor à hiperextensão da coxa direita), são importantes. Exames laboratoriais, como a contagem de leucócitos com desvio à esquerda, apoiam a suspeita. No entanto, a confirmação diagnóstica frequentemente requer exames de imagem. A ultrassonografia é a primeira escolha em crianças e mulheres grávidas, enquanto a tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste é considerada o padrão-ouro devido à sua alta acurácia para visualizar o apêndice e descartar diagnósticos diferenciais. O tratamento definitivo da apendicite aguda é cirúrgico, por apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações graves, como perfuração do apêndice, peritonite e formação de abscesso. Portanto, uma abordagem diagnóstica rápida e precisa é crucial. A radiografia simples de abdome raramente fornece informações diagnósticas decisivas para apendicite, sendo mais útil para outras condições abdominais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da apendicite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para o quadrante inferior direito (QID), inapetência, náuseas, vômitos e febre baixa. Ao exame físico, pode haver dor à palpação em QID, sinal de Blumberg, Rovsing, Psoas e Obturador.

Por que a tomografia de abdome com contraste é considerada o melhor exame para apendicite?

A tomografia de abdome com contraste oferece alta sensibilidade e especificidade para visualizar o apêndice inflamado, identificar complicações como perfuração ou abscesso, e diferenciar de outras causas de dor abdominal aguda, sendo superior à TC sem contraste para essa finalidade.

Quais são os achados laboratoriais que sugerem apendicite aguda?

Os achados laboratoriais mais comuns são leucocitose (aumento do número de leucócitos) com desvio à esquerda (aumento de bastonetes), indicando um processo inflamatório ou infeccioso agudo. A proteína C reativa (PCR) também pode estar elevada.

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