Apendicite Aguda: Manejo Conservador em Casos Não Complicados

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 32 anos, sobrepeso, comparece ao pronto atendimento apresentando quadro de dor tipo cólica, mesogástrica, que migrou para FID e aumentou de intensidade, há cerca de 24hs. Apresentou também vários episódios de vômito. Nega febre, diarreia e sintomas urinários. Encontra-se em BEG, eupneico, afebril, estável. Sem abdome é plano, flácido, doloroso à palpação profunda na FID, com descompressão súbita levemente positiva. Foi solicitada avaliação laboratorial que evidenciou leucograma 11.000, com 90% de segmentados e Proteína C Reativa 36g/l. Optou-se por avaliação ultrassonográfica que evidenciou apêndice cecal espessado e discretamente aumentado de volume, com hipervascularização da sua parede ao doppler, sem fecalito ou líquido livre na cavidade. Sobre o caso descrito acima, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Havia indicação precisa de laparotomia imediata logo após o exame físico, caso contrário o paciente provavelmente evoluiria com complicações como abscesso intracavitário.
  2. B) A conduta definitiva para o caso só pode ser tomada após a exclusão de apendicolito por tomografia computadorizada.
  3. C) O achado laboratorial de leucocitose e elevação da proteína C reativa nos permite afirmar que antibioticoterapia por 3 a 5 dias fará parte do tratamento deste paciente.
  4. D) Está indicada internação hospitalar para tratamento inicial não cirúrgico, com antibióticos e reavaliação clínica após 8 horas.

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