HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Paciente de 17 anos, sexo masculino, vem ao pronto atendimento com histórico de dor periumbilical há 36 horas, mas agora tal dor se localizou na fossa ilíaca direita. Refere perda do apetite e náuseas. Nega alteração do hábito intestinal. Ao exame: bom estado geral, hidratado, temperatura de 38 ºC, anictérico e eupneico. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Abdômen plano, flácido, doloroso e com defesa à palpação do quadrante inferior. Há descompressão dolorosa no ponto de Mcburney. Ao se palpar o quadrante inferior esquerdo, o paciente refere dor no quadrante inferior direito. Durante a rotação interna do quadril, também há dor no quadrante inferior direito. Diante do quadro clínico apresentado, qual é a hipótese diagnóstica e respectiva conduta?
Apendicite aguda: Dor periumbilical → FID, anorexia, náuseas, febre, Blumberg, Rovsing, Psoas. Conduta: Apendicectomia.
A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica com diagnóstico eminentemente clínico. A migração da dor periumbilical para a fossa ilíaca direita, associada a sinais como Blumberg, Rovsing e Psoas, é altamente sugestiva. Uma vez estabelecida a suspeita clínica, a conduta é cirúrgica.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens. É uma inflamação do apêndice vermiforme que, se não tratada, pode evoluir para perfuração, abscesso e peritonite, aumentando significativamente a morbimortalidade. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é crucial para um desfecho favorável. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A dor clássica inicia-se periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de anorexia, náuseas e febre. Sinais como dor à descompressão brusca (Blumberg), dor na FID ao palpar a fossa ilíaca esquerda (Rovsing) e dor com a rotação interna do quadril (Obturador) ou extensão (Psoas) são altamente sugestivos. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose com desvio à esquerda, e exames de imagem (ultrassonografia ou tomografia) são úteis em casos atípicos ou para diagnósticos diferenciais. A conduta padrão-ouro para a apendicite aguda é a apendicectomia, preferencialmente por via laparoscópica, que oferece menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. A antibioticoterapia é administrada profilaticamente no pré-operatório e pode ser estendida no pós-operatório em casos de apendicite complicada. A observação clínica ou tratamento apenas com antibióticos não são recomendados para apendicite não complicada, devido ao risco de progressão da doença.
A apendicite aguda tipicamente começa com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Ao exame físico, são comuns a dor à palpação no ponto de McBurney, sinal de Blumberg (descompressão dolorosa), Rovsing (dor na FID ao palpar FIE) e Psoas (dor na FID com extensão do quadril direito).
Diante de um quadro clínico altamente sugestivo de apendicite aguda, a conduta inicial é a indicação de apendicectomia, preferencialmente por via laparoscópica. Exames de imagem são reservados para casos atípicos ou para exclusão de outros diagnósticos.
A antibioticoterapia é indicada como profilaxia pré-operatória em todos os casos de apendicite e pode ser estendida no pós-operatório em casos de apendicite complicada (perfurada, com abscesso ou peritonite). Não é o tratamento definitivo para a apendicite não complicada.
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