Apendicite Aguda: Diagnósticos Diferenciais em Mulheres

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 20 anos do sexo feminino chega à UPA com história de dor abdominal há 24h. A dor iniciou de leve intensidade em região epigástrica. Após algumas horas, a dor progrediu para a fossa ilíaca direita. Refere importante hiporexia. Ao exame físico, a médica observa sinais de Blumberg positivos e de Giordano negativos. A primeira hipótese diagnóstica foi apendicite aguda. Em relação a esse caso, cite 5 diagnósticos diferenciais.

Alternativas

Pérola Clínica

Dor epigástrica que migra para FID + Blumberg (+) = Apendicite até prova em contrário.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo inflamatório; em mulheres jovens, diagnósticos ginecológicos devem ser sempre excluídos.

Contexto Educacional

A apendicite aguda apresenta a clássica cronologia de Murphy: dor periumbilical/epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita após 6-12 horas, acompanhada de anorexia e náuseas. O exame físico revela defesa abdominal e dor à descompressão súbita (Sinal de Blumberg). Em mulheres, a proximidade dos órgãos pélvicos torna o diagnóstico desafiador. Além das causas ginecológicas, deve-se considerar causas intestinais como a ileíte terminal (Doença de Crohn) e a diverticulite de Meckel. O diagnóstico é clínico, mas exames de imagem como USG ou Tomografia são fundamentais em casos duvidosos para evitar laparotomias brancas.

Perguntas Frequentes

Quais os principais diferenciais ginecológicos da apendicite?

Em mulheres jovens, os principais diferenciais incluem a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), rotura de cisto folicular (mittelschmerz), torção de anexo, cisto de ovário hemorrágico e, crucialmente, a gravidez ectópica. A história clínica de corrimento vaginal, dor à mobilização do colo uterino e a data da última menstruação auxiliam na distinção.

Como diferenciar apendicite de linfadenite mesentérica?

A linfadenite mesentérica é comum em jovens e frequentemente precedida por infecção de vias aéreas superiores. A dor é mais difusa, o sinal de Blumberg costuma ser menos localizado e a ultrassonografia mostra múltiplos linfonodos aumentados (>8mm no menor eixo) com apêndice de calibre normal.

Qual a importância do sinal de Giordano negativo neste caso?

O sinal de Giordano (punho-percussão lombar dolorosa) negativo ajuda a afastar causas urológicas altas, como a pielonefrite aguda, que pode cursar com dor abdominal e febre. Outra causa urológica a considerar é a ureterolitíase, que apresenta dor em cólica intensa com irradiação para região inguinal.

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