PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Em relação à apendicite aguda, é correto afirmar:
Apendicite aguda: exame anatomopatológico sempre indicado, neoplasias apendiculares em 1% dos casos.
O exame anatomopatológico do apêndice é mandatório em todas as apendicectomias, independentemente do aspecto macroscópico intraoperatório. Isso se justifica pela incidência de neoplasias apendiculares, que, embora raras (cerca de 1%), podem ser diagnosticadas apenas microscopicamente e exigem manejo específico.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens. Caracteriza-se pela inflamação do apêndice vermiforme, geralmente causada por obstrução do lúmen apendicular. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em sintomas como dor periumbilical migratória para fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos e febre, complementado por exames laboratoriais e de imagem (ultrassonografia ou tomografia). O tratamento padrão para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via aberta (com incisões como a de McBurney) ou laparoscópica. A abordagem laparoscópica tem se tornado a preferencial devido a vantagens como menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. No entanto, a escolha da técnica depende de fatores como a experiência do cirurgião, a presença de perfuração ou abscesso e as condições clínicas do paciente. Um ponto crítico, e frequentemente subestimado, é a importância do exame anatomopatológico de todas as peças cirúrgicas de apendicectomia. Embora a maioria dos apêndices removidos apresente apenas inflamação aguda, a incidência de neoplasias apendiculares, como tumores neuroendócrinos ou adenocarcinomas, é de cerca de 1%. Essas lesões podem ser macroscópicamente indistinguíveis de um apêndice inflamado e seu diagnóstico precoce é fundamental para o prognóstico e para definir a necessidade de tratamentos adicionais. Portanto, o envio da peça para análise histopatológica é uma prática indispensável para garantir a segurança do paciente e evitar diagnósticos perdidos.
O exame anatomopatológico é sempre solicitado na apendicectomia porque, apesar de raras, neoplasias do apêndice podem ocorrer em cerca de 1% dos casos e muitas vezes não são visíveis macroscopicamente. A análise histopatológica é crucial para um diagnóstico preciso e manejo adequado.
A incidência de neoplasias no apêndice é relativamente baixa, estimada em aproximadamente 1% de todas as apendicectomias. Essas neoplasias podem variar de tumores neuroendócrinos a adenocarcinomas mucinosos e exigem atenção especial.
A cirurgia laparoscópica é geralmente preferida para apendicite aguda devido a menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e melhor resultado estético. No entanto, a escolha da técnica pode depender da experiência do cirurgião, do estágio da doença e das condições do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo