SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Com relação ao diagnóstico da apendicite aguda, não se pode afirmar:
Apendicite aguda: dor epigástrica/periumbilical → FID. Hábito intestinal alterado, mas diarreia não é regra geral.
A dor na apendicite aguda classicamente inicia-se na região epigástrica ou periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita. Embora alterações do hábito intestinal possam ocorrer, a diarreia não é um achado universal e, se proeminente, pode sugerir outros diagnósticos diferenciais.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, sendo crucial para o residente dominar seu diagnóstico. A inflamação do apêndice cecal pode ocorrer em qualquer idade, mas tem picos de incidência na segunda e terceira décadas de vida. O reconhecimento precoce é fundamental para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico e exames complementares. A dor clássica inicia-se periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos e anorexia. A leucocitose é um achado comum, mas não patognomônico. A tomografia computadorizada de abdome é o exame de imagem de escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade, especialmente em casos atípicos ou quando o diagnóstico clínico é incerto. É importante estar ciente das apresentações atípicas em idosos e crianças, onde os sintomas podem ser mais vagos ou inespecíficos, aumentando o risco de complicações. O tratamento é cirúrgico, com apendicectomia, e o prognóstico é excelente quando diagnosticado e tratado precocemente.
O sintoma inicial mais comum é a dor abdominal, que geralmente começa na região epigástrica ou periumbilical e, após algumas horas, migra para a fossa ilíaca direita, caracterizando a dor clássica de apendicite.
A leucocitose na apendicite aguda é geralmente moderada, variando entre 10.000 e 15.000 leucócitos/mm³. Valores muito altos ou muito baixos podem sugerir outras condições ou complicações.
O diagnóstico é mais desafiador em idosos e crianças devido à apresentação clínica atípica. Nesses grupos, os sintomas podem ser inespecíficos, levando a atrasos no diagnóstico e maior risco de complicações, como perfuração.
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