Apendicite Aguda: Sinais Clínicos e Diagnóstico

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2018

Enunciado

Em uma Unidade de Pronto Atendimento uma paciente com 45 anos foi admitida com quadro de dor abdominal de localização inicialmente epigástrica e mesogástrica, de início insidioso há 24 horas, a qual se irradiou para o baixo ventre e fossa ilíaca direita associada a náuseas e vômitos alimentares e depois biliosos com febrícula. Fez uso de anti-inflamatório para bursite de ombro. História mórbida pregressa: cesarianas. Aparelho gastrointestinal: não evacuou desde ontem e nem eliminou gases. Aparelho urinário: disúria e urina escura. Aparelho gineco-obstétrico: irregularidade menstrual e corrimento amarelo. Exame físico: PA 90x50, pulso 100 BPM, REG, obesa, lúcida, palidez ++/4, CPP com murmúrios vesiculares diminuídos nas bases. Abdomen globoso e distendido, renitente, doloroso à palpação difusamente, ruídos hidroaéreos diminuídos. Assinale a alternativa CORRETA: (WAY L, DOHERTY G. Cirurgia, Diagnóstico e Tratamento. 13a Ed. 2011.TOWNSEND: Sabiston - Textbook of Surgery, 19th ED. 2012.)

Alternativas

  1. A) O diagnóstico de apendicite aguda é confirmado somente após a realização de ultrassonografia abdominal.
  2. B) A possibilidade de colecistite aguda deve ser excluída, pois não é comum em pacientes mulheres obesas nesta idade.
  3. C) A possibilidade de coledocolitíase é excluída se a ecografia do abdomen mostrar dilatação de 10 mm da via biliar e não visualizar cálculo no ducto colédoco distal.
  4. D) O diagnóstico de pancreatite aguda deve ser excluído se a tomografia de abdomen não visualizar áreas de necrose e coleção no pâncreas.
  5. E) A possibilidade de apendicite aguda deve ser aventada se a paciente apresentar sinal de Blumberg e Rovsing positivos.

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