Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Uma mulher de 25 anos de idade, sem comorbidades, não tabagista, sem uso de anticoncepcional hormonal oral, com dor em baixo ventre e leucocitose, foi submetida à laparoscopia diagnóstica e terapêutica, em que se evidenciou apêndice cecal com fibrina, edemaciado e com poucas aderências frouxas e órgãos adjacentes. Os ovários estavam normais. A cirurgia envolveu apendicectomia com grampeador laparoscópico, com três linhas de grampo, aspiração de líquido seropurulento coletado na pelve e ligadura da artéria apendicular com pinça bipolar. A cirurgia teve duração de duas horas. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta no que se refere ao pós-operatório da paciente.
Apendicite aguda não complicada: profilaxia ATB dose única na indução anestésica é suficiente.
Em casos de apendicite aguda não complicada ou com peritonite localizada, a profilaxia antibiótica com dose única na indução anestésica é geralmente suficiente para prevenir infecções do sítio cirúrgico. A extensão da terapia antibiótica é determinada pela gravidade da inflamação e presença de contaminação significativa.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, caracterizada pela inflamação do apêndice cecal. O diagnóstico é predominantemente clínico, auxiliado por exames laboratoriais (leucocitose) e de imagem. O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou convencional. A profilaxia antibiótica é um pilar fundamental no manejo para prevenir infecções do sítio cirúrgico. A profilaxia antibiótica em apendicectomias tem como objetivo reduzir o risco de infecção pós-operatória. Para apendicite aguda não complicada, uma dose única de antibiótico de amplo espectro (ex: cefoxitina, cefazolina + metronidazol) administrada na indução anestésica é considerada suficiente e eficaz. A escolha do antibiótico deve cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbias, comuns na flora intestinal. No pós-operatório, a analgesia deve ser multimodal, combinando diferentes classes de analgésicos para otimizar o controle da dor e minimizar efeitos adversos. O manejo de náuseas e vômitos pós-operatórios deve ser proativo, especialmente em pacientes de risco. A análise histopatológica da peça cirúrgica é obrigatória para confirmação diagnóstica e exclusão de outras patologias apendiculares, como tumores.
A profilaxia antibiótica é indicada em todas as apendicectomias. Em casos de apendicite aguda não complicada ou com peritonite localizada, uma dose única de antibiótico de amplo espectro na indução anestésica é geralmente suficiente.
Para apendicite aguda não complicada, a antibioticoterapia profilática de dose única é o padrão. Em casos de apendicite perfurada ou com peritonite difusa, a terapia antibiótica deve ser estendida por 3 a 5 dias ou até a resolução dos sinais de infecção.
Sim, a análise histopatológica da peça cirúrgica é sempre recomendada, mesmo em casos com diagnóstico intraoperatório claro de apendicite aguda. Isso confirma o diagnóstico, descarta outras patologias (como tumores apendiculares) e documenta a extensão da inflamação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo