Apendicite Aguda: Diagnóstico, Achados e Tratamento Essencial

HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 31 anos de idade procura pronto-socorro por dor abdominal em quadrante inferior direito há dois dias, com piora durante a deambulação. Nega febre, alterações urinárias ou intestinais. Nega comorbidades. Realiza provas de corrida de rua frequentemente, tendo sido a última há uma semana. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril, estável hemodinamicamente, com abdome globoso, flácido, com defesa à palpação de quadrante inferior direito, descompressão brusca negativa. Os exames laboratoriais mostram leucócitos de 12.500/mm³ (VR: 4.000 -11.000/mm³) e proteína C reativa de 20mg/dL (VR < 1mg/dL), restante sem alterações. Exame de urina com leucócitos 30.000/mL (VR < 20.000/mL), nitrito negativo. Realizou tomografia de abdome total, ilustrada a seguir: O tratamento indicado para esse paciente é:

Alternativas

  1. A) Desobstrução ureteral com cateter duplo J.
  2. B) Antibioticoterapia endovenosa e apendicectomia.
  3. C) Repouso e anti-inflamatórios não-esteroidais.
  4. D) Anticoagulação plena.

Pérola Clínica

Apendicite aguda: dor FID, leucocitose, PCR ↑, imagem compatível → apendicectomia + ATB.

Resumo-Chave

O quadro clínico, laboratorial (leucocitose, PCR elevada) e de imagem (TC) são fortemente sugestivos de apendicite aguda. O tratamento padrão ouro para apendicite aguda é a apendicectomia, geralmente precedida ou acompanhada de antibioticoterapia para cobrir a flora intestinal.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens, mas podendo ocorrer em qualquer idade. Sua importância reside na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves como perfuração, peritonite e sepse, que aumentam significativamente a morbimortalidade. O diagnóstico da apendicite aguda baseia-se na tríade de apresentação clínica (dor periumbilical que migra para FID, anorexia, náuseas/vômitos), achados laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda, proteína C reativa elevada) e exames de imagem. A tomografia computadorizada de abdome total é o método mais sensível e específico, revelando um apêndice dilatado, com parede espessada e sinais de inflamação periapendicular, além de excluir diagnósticos diferenciais. O tratamento padrão ouro para a apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A antibioticoterapia endovenosa é indicada no pré-operatório para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico e no pós-operatório, especialmente em casos de apendicite complicada (gangrenosa, perfurada ou com abscesso). O manejo conservador com antibióticos pode ser considerado em casos selecionados de apendicite não complicada, mas a cirurgia permanece a abordagem definitiva para a maioria dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da apendicite aguda?

A apendicite aguda tipicamente começa com dor periumbilical que migra para o quadrante inferior direito (FID), acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e leucocitose. Sinais como Blumberg, Rovsing e Psoas podem estar presentes ao exame físico.

Qual o papel da tomografia computadorizada no diagnóstico da apendicite?

A TC de abdome total é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda, visualizando um apêndice dilatado (>6mm), com parede espessada, inflamação da gordura periapendicular e, por vezes, apendicolito. Ajuda a diferenciar de outras causas de dor abdominal.

Por que a antibioticoterapia é importante no tratamento da apendicite aguda?

A antibioticoterapia é administrada para cobrir a flora bacteriana intestinal e prevenir infecções pós-operatórias, especialmente em casos de apendicite complicada (perfuração, abscesso) ou para reduzir a inflamação antes da cirurgia, diminuindo o risco de complicações.

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