Apendicite Aguda: Sinais Chave e Diagnóstico Rápido

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 22 anos de idade chega ao pronto atendimento com queixa de dor abdominal, sinal de Rovsing positivo, sinal de Dunphy positivo. Hemograma com 12.000 leucocitose 6% de bastões. Apresentou critérios de Alvarado maior que 7 pontos. A principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Diverticulite aguda.
  2. B) Colecistite aguda.
  3. C) Pancreatite aguda.
  4. D) Apendicite aguda.

Pérola Clínica

Apendicite aguda: Dor FID + Rovsing/Dunphy + Leucocitose + Alvarado >7 = Cirurgia.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como dor abdominal que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos. Sinais como Rovsing (dor na FID à palpação da FIE) e Dunphy (dor na FID ao tossir) são altamente sugestivos, e a leucocitose com desvio à esquerda, juntamente com um escore de Alvarado elevado, reforça a hipótese diagnóstica.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a inflamação do apêndice vermiforme, sendo a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em todo o mundo. Afeta principalmente adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. O reconhecimento precoce é fundamental para evitar complicações graves como perfuração, peritonite e formação de abscesso, que aumentam a morbimortalidade. Para o residente, dominar o diagnóstico e manejo da apendicite é uma habilidade essencial na prática clínica. A fisiopatologia da apendicite geralmente envolve a obstrução do lúmen apendicular, seja por fecalito, hiperplasia linfoide, parasitas ou tumores. Essa obstrução leva ao acúmulo de muco, aumento da pressão intraluminal, comprometimento do fluxo sanguíneo e proliferação bacteriana, resultando em inflamação e, se não tratada, necrose e perfuração. O quadro clínico clássico inicia-se com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos. Ao exame físico, são característicos a sensibilidade no ponto de McBurney, sinal de Rovsing (dor na FID à palpação da fossa ilíaca esquerda) e sinal de Dunphy (dor na FID ao tossir). A leucocitose com desvio à esquerda é um achado laboratorial comum, e o escore de Alvarado é uma ferramenta útil para estratificar o risco. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico. Em casos típicos com escore de Alvarado alto, a indicação cirúrgica (apendicectomia) pode ser feita com base apenas na avaliação clínica. Em casos atípicos ou de dúvida, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada podem ser utilizados para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas de dor abdominal. O tratamento definitivo é cirúrgico, e a apendicectomia pode ser realizada por via aberta ou laparoscópica. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos que indicam apendicite aguda?

Os principais sinais incluem dor abdominal que geralmente começa periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita (FID), anorexia, náuseas e vômitos. Ao exame físico, são comuns a dor à palpação na FID (ponto de McBurney), o sinal de Rovsing (dor na FID ao palpar a fossa ilíaca esquerda) e o sinal de Dunphy (dor na FID ao tossir).

Como o escore de Alvarado auxilia no diagnóstico da apendicite aguda?

O escore de Alvarado é uma ferramenta clínica que atribui pontos a sintomas (dor migratória, anorexia, náuseas/vômitos), sinais (sensibilidade na FID, descompressão brusca positiva) e achados laboratoriais (leucocitose, desvio à esquerda). Um escore maior que 7 pontos indica alta probabilidade de apendicite aguda, auxiliando na decisão de conduta.

Qual a importância da leucocitose com desvio à esquerda na apendicite aguda?

A leucocitose (aumento do número de leucócitos) com desvio à esquerda (aumento de bastões ou neutrófilos jovens) é um achado laboratorial comum na apendicite aguda. Indica uma resposta inflamatória sistêmica à infecção e inflamação do apêndice, reforçando a suspeita diagnóstica, embora sua ausência não exclua a condição.

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