INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma mulher com 20 anos de idade chega ao pronto-socorro com queixa de dor em fossa ilíaca direita e relata febre iniciada há 24 horas. O cirurgião de plantão fez o diagnóstico de apendicite aguda e indicou cirurgia para a paciente. Seguindo a rotina hospitalar, foi colhido swab para teste de COVID-19 por RT-PCR, mesmo com a paciente assintomática, cujo resultado será obtido entre 48 a 72 horas. Entre os procedimentos descritos a seguir, os mais indicados em relação ao acesso cirúrgico e à proteção da equipe cirúrgica quanto ao contágio de COVID-19 durante o ato operatório são
Apendicite aguda é emergência. Em paciente com COVID-19 desconhecido, cirurgia imediata (laparoscópica ou aberta) com EPIs completos (N95, protetor facial, avental impermeável).
Apendicite aguda é uma condição cirúrgica de emergência que não deve ser adiada. Em pacientes com status COVID-19 desconhecido, a cirurgia deve prosseguir com precauções máximas para a equipe, incluindo máscara N95, protetor facial e avental impermeável, independentemente da via de acesso (laparoscópica ou aberta).
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, exigindo intervenção rápida para prevenir complicações graves como perfuração, peritonite e sepse. Durante a pandemia de COVID-19, o manejo de pacientes cirúrgicos, especialmente aqueles com status de infecção desconhecido, tornou-se um desafio adicional, equilibrando a necessidade de tratamento urgente com a segurança da equipe de saúde. Em casos de apendicite aguda, a cirurgia não deve ser adiada para aguardar o resultado de testes de COVID-19, pois o risco de complicações da apendicite supera o risco de atraso. A decisão entre a via laparoscópica e a aberta deve ser individualizada, considerando a experiência do cirurgião, a condição do paciente e os recursos disponíveis. Ambas as abordagens são consideradas seguras quando as precauções adequadas são tomadas. A proteção da equipe cirúrgica é primordial. Em pacientes com status COVID-19 desconhecido ou suspeito, a equipe deve utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) completos, incluindo máscara N95 (ou equivalente), protetor facial, gorro, luvas estéreis e avental cirúrgico impermeável. No caso da laparoscopia, medidas adicionais para minimizar a aerossolização, como o uso de baixa pressão de pneumoperitônio e sistemas de evacuação de fumaça com filtros HEPA, são recomendadas para reduzir o risco de contaminação viral.
A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica. O atraso no tratamento aumenta significativamente o risco de perfuração apendicular, peritonite e sepse, o que pode levar a morbidade e mortalidade elevadas. O manejo deve ser imediato, com precauções adequadas.
Para proteger a equipe em casos de status COVID-19 desconhecido, são recomendados EPIs completos, incluindo máscara N95 (ou equivalente), protetor facial, gorro, luvas estéreis e avental cirúrgico impermeável.
Sim, a via laparoscópica pode ser utilizada, desde que sejam tomadas precauções para minimizar a aerossolização, como o uso de baixa pressão de pneumoperitônio e sistemas de filtragem de fumaça. Ambas as vias (laparoscópica e aberta) são consideradas seguras com os EPIs adequados, e a escolha depende da experiência do cirurgião e das condições do paciente.
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