Apendicite Aguda: Complicações da Apendicectomia

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica mais comum. Por volta de 8% das pessoas, nos países ocidentais, têm apendicite em algum momento de suas vidas. Em relação à apendicite aguda, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Acredita-se que a torção do apêndice seja a maior causa de apendicite aguda.
  2. B) A perfuração do apêndice melhora a dor abdominal e do espasmo muscular da parede abdominal durante algumas horas.
  3. C) Uma leucometria normal é encontrada em cerca de 70% dos pacientes com apendicite aguda.
  4. D) A apendicite aguda perfurada é raramente encontrada em pacientes idosos, em comparação com pacientes jovens.
  5. E) As infecções do local da ferida operatória são as complicações mais frequentes da apendicectomia.

Pérola Clínica

Apendicectomia: infecção de sítio cirúrgico é a complicação pós-operatória mais comum.

Resumo-Chave

A apendicectomia, embora geralmente segura, pode ter complicações. As infecções do local da ferida operatória são as mais frequentes, variando em incidência dependendo de fatores como perfuração apendicular e técnica cirúrgica.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum, afetando cerca de 8% da população ocidental em algum momento da vida. Caracteriza-se pela inflamação do apêndice vermiforme, geralmente causada pela obstrução do lúmen apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou, menos frequentemente, parasitas ou tumores. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica (apendicectomia) são cruciais para prevenir complicações graves como perfuração, peritonite e sepse. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen, que leva ao acúmulo de muco, distensão, aumento da pressão intraluminal, comprometimento da drenagem linfática e venosa, isquemia e proliferação bacteriana. Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. O exame físico revela dor à palpação no ponto de McBurney e sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais como leucometria podem mostrar leucocitose, mas um valor normal não exclui o diagnóstico. A apendicectomia, seja por via laparoscópica ou aberta, é o tratamento definitivo. Embora seja um procedimento relativamente seguro, as infecções do local da ferida operatória são as complicações pós-operatórias mais frequentes, especialmente em casos de apendicite perfurada. Outras complicações incluem abscesso intra-abdominal, fístulas, obstrução intestinal e, raramente, sepse. O manejo pós-operatório envolve analgesia, antibioticoterapia profilática ou terapêutica (se houver perfuração) e monitoramento para sinais de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são as complicações mais comuns após uma apendicectomia?

As infecções do local da ferida operatória são as complicações mais frequentes, seguidas por abscesso intra-abdominal, fístulas, obstrução intestinal e, raramente, sepse.

Como a perfuração do apêndice afeta o quadro clínico e o prognóstico?

A perfuração do apêndice pode levar a peritonite, sepse e maior risco de complicações pós-operatórias, como abscesso e infecção de sítio cirúrgico, piorando o prognóstico e a recuperação.

Qual o papel da leucometria no diagnóstico da apendicite aguda?

A leucometria geralmente mostra leucocitose com desvio à esquerda na apendicite aguda, mas um valor normal não exclui o diagnóstico, especialmente em fases iniciais ou em pacientes imunocomprometidos.

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