UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica mais comum. Por volta de 8% das pessoas, nos países ocidentais, têm apendicite em algum momento de suas vidas. Em relação à apendicite aguda, assinale a opção correta.
Apendicectomia: infecção de sítio cirúrgico é a complicação pós-operatória mais comum.
A apendicectomia, embora geralmente segura, pode ter complicações. As infecções do local da ferida operatória são as mais frequentes, variando em incidência dependendo de fatores como perfuração apendicular e técnica cirúrgica.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum, afetando cerca de 8% da população ocidental em algum momento da vida. Caracteriza-se pela inflamação do apêndice vermiforme, geralmente causada pela obstrução do lúmen apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou, menos frequentemente, parasitas ou tumores. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica (apendicectomia) são cruciais para prevenir complicações graves como perfuração, peritonite e sepse. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen, que leva ao acúmulo de muco, distensão, aumento da pressão intraluminal, comprometimento da drenagem linfática e venosa, isquemia e proliferação bacteriana. Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. O exame físico revela dor à palpação no ponto de McBurney e sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais como leucometria podem mostrar leucocitose, mas um valor normal não exclui o diagnóstico. A apendicectomia, seja por via laparoscópica ou aberta, é o tratamento definitivo. Embora seja um procedimento relativamente seguro, as infecções do local da ferida operatória são as complicações pós-operatórias mais frequentes, especialmente em casos de apendicite perfurada. Outras complicações incluem abscesso intra-abdominal, fístulas, obstrução intestinal e, raramente, sepse. O manejo pós-operatório envolve analgesia, antibioticoterapia profilática ou terapêutica (se houver perfuração) e monitoramento para sinais de complicações.
As infecções do local da ferida operatória são as complicações mais frequentes, seguidas por abscesso intra-abdominal, fístulas, obstrução intestinal e, raramente, sepse.
A perfuração do apêndice pode levar a peritonite, sepse e maior risco de complicações pós-operatórias, como abscesso e infecção de sítio cirúrgico, piorando o prognóstico e a recuperação.
A leucometria geralmente mostra leucocitose com desvio à esquerda na apendicite aguda, mas um valor normal não exclui o diagnóstico, especialmente em fases iniciais ou em pacientes imunocomprometidos.
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