HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Apendicite aguda é uma das causas mais prevalentes de abdome agudo. Por este motivo, acredita-se que frente a um quadro de dor abdominal, se apendicite não for o principal diagnóstico, deverá ser ao menos o segundo. Assinale a alternativa correta sobre esta patologia.
Diagnóstico de apendicite é clínico; cirurgia precoce ↓ morbidade.
O diagnóstico da apendicite aguda é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico, com o auxílio de exames complementares. A intervenção cirúrgica (apendicectomia) deve ser realizada o mais precocemente possível após o diagnóstico para prevenir complicações como perfuração, peritonite e abscesso, que aumentam significativamente a morbidade e mortalidade.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, afetando milhões de pessoas anualmente em todo o mundo. Sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico rápido e preciso para evitar complicações graves como a perfuração apendicular, peritonite e formação de abscessos, que aumentam significativamente a morbidade e a mortalidade. A patologia ocorre devido à obstrução da luz apendicular, geralmente por fecalitos, hiperplasia linfoide ou parasitas, levando à inflamação, isquemia e necrose. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado em uma história detalhada e um exame físico minucioso. A dor tipicamente inicia na região periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. Sinais semiológicos como Blumberg (descompressão brusca dolorosa), Rovsing (dor na FID à palpação da FIE) e os sinais do psoas e obturador são indicativos. Exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda) e de imagem (ultrassonografia ou tomografia computadorizada) são adjuvantes, mas não devem atrasar a decisão cirúrgica em casos de alta suspeita clínica. A conduta terapêutica padrão para a apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A cirurgia precoce é fundamental para prevenir a perfuração e suas consequências. Nos extremos de idade, a apresentação atípica e a dificuldade diagnóstica podem levar a atrasos e maior taxa de perfuração. Mulheres em idade fértil também representam um desafio diagnóstico devido aos múltiplos diferenciais ginecológicos.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, dor à descompressão brusca (Blumberg), dor referida na fossa ilíaca direita à palpação da fossa ilíaca esquerda (Rovsing), e sinais do psoas e obturador. O sinal de Murphy é da colecistite.
O diagnóstico precoce e a indicação cirúrgica imediata são cruciais para prevenir a progressão da inflamação para perfuração do apêndice, peritonite e formação de abscesso, que aumentam a complexidade cirúrgica e a morbidade.
Nos extremos de idade (crianças pequenas e idosos), a apendicite pode apresentar-se de forma atípica, com sintomas menos específicos e progressão mais rápida para perfuração, tornando o diagnóstico mais desafiador e aumentando o risco de complicações.
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